Hilary e Obama fazem debate equilibrado antes de 4 primárias

Cuba e reforma migratória foram temas discutidos entre os pré-candidatos democratas no encontro no Texas

Associated Press,

22 de fevereiro de 2008 | 04h03

A senadora Hillary Clinton fez o que pôde na noite de quinta-feira, 21, para tentar se diferenciar de seu oponente, o senador Barack Obama, no último debate antes das primárias do dia 4, nos Estados de Texas, Ohio, Vermont e Rhode Island. Apesar de terem trocado alguns ataques e de discordarem em algumas questões - especialmente a respeito do sistema de saúde americano - o debate foi equilibrado, exatamente um reflexo da campanha dos dois pré-candidatos democratas à Casa Branca.   Veja também: McCain nega acusação de que teria ligação com lobista Denúncia sobre relação com lobista é 'difamação', diz McCain Obama arrecada o triplo que McCain para campanha em janeiro Hillary tenta tirar credibilidade de Obama em debate Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    As prévias do dia 4 são consideradas a última chance da candidatura de Hillary, que esta em desvantagem em número de delegados e precisa desesperadamente de interromper a seqüência de 11 vitórias seguidas de Obama. Em razão da enorme comunidade hispânica no Texas, a América Latina foi um dos temas centrais.   Sobre Cuba, Hillary disse que só se reuniria com o sucessor de Fidel Castro caso o governo da ilha demonstrasse desejo de mudanças democráticas. Obama, por sua vez, afirmou que se encontraria com o novo governo cubano sem precondições. O senador ainda fez referência ao fato de Washington ter abandonado o continente. "Nós gastamos na América Latina no ano passado o que o governo Bush gasta no Iraque em uma semana", afirmou Obama.   O momento de maior tensão do debate foi quando os dois defenderam seus pontos de vista Sobre o sistema de saúde americano. Hillary defende um seguro universal de saúde, enquanto Obama pretende reduzir os custos, mas não torná-lo obrigatório.   De uma maneira geral, apesar de algumas outras pequenas diferenças com relação a imigração, o debate foi extremamente civilizado, contrariando as expectativas de que Hillary partiria para o ataque ao adversário. A senadora bem que tentou, mas foi vaiada quando tocou no assunto do suposto plágio nos discursos de Obama.   Segundo os analistas, Hillary precisa ganhar 57% dos delegados restantes nas primárias e caucuses estaduais para tirar a vantagem de Obama, uma tarefa árdua que a obrigara a obter vitórias esmagadoras. Segundo contagem da Associated Press, Hillary tem 1.024. Restam1.025 delegados em disputa em 14 Estados e nas ilhas de Guam e Porto Rico. São necessários 2.025 delegados para a nomeação do partido.   Complicando ainda mais o desafio de Hillary, Obama parece bem posicionado para ganhar com facilidade pelo menos um dos Estados que faltam. O Mississippi, onde haverá uma primária no dia 11, se ajusta ao padrão de Estados sulistas com grandes populações negras onde ele ganhou com facilidade, incluindo Carolina do Sul, Alabama, Georgia e Louisiana.

Tudo o que sabemos sobre:
eleições nos EUAPartido Democrata

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.