Hillary Clinton afirma que lutará até o fim por candidatura

Senadora diz ao 'Washington Post' que não vai desistir até que o impasse em Michigan e Flórida seja resolvido

Efe,

30 de março de 2008 | 12h26

A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton declarou neste domingo, 30, em entrevista ao jornal The Washington Post, que permanecerá até o fim na disputa eleitoral com seu adversário,  Barack Obama.   Veja também: Hillary pode competir tanto quanto desejar, diz Obama  Acompanhe a disputa pela indicação dos partidos    A ex-primeira-dama e senadora por Nova York afirma que não só pensa em se apresentar nas primárias que ainda serão realizadas em dez Estados como permanecerá na briga até que a questão de Michigan e da Flórida, onde ela venceu Obama, seja resolvida.   Hillary quer que os delegados ganhos por ela nesses dois Estados sejam contados para a nomeação, apesar de o Partido Democrata ter punido Michigan e Flórida proibindo-os de enviar representantes à convenção de Denver (Colorado), já que convocaram primárias antes do previsto.   Caso os delegados dos dois Estados sejam considerados válidos, Hillary poderá diminuir a diferença em relação a Obama, que atualmente lidera a disputa com 1.625 votos dentro do partido, frente aos 1.486 assegurados pela senadora, segundo dados da CNN.   Na entrevista deste domingo, Hillary descarta taxativamente as sugestões para abandonar a corrida eleitoral. Na sexta-feira, o democrata Patrick Leahy, uma das pessoas mais influentes do Senado por ser presidente da Comissão de Justiça, pediu à ex-primeira-dama que desistisse da candidatura, já que não teria chances de ganhar.   Horas antes, o presidente do Partido Democrata, Howard Dean, tinha expressado seu desejo de que a legenda tivesse um candidato presidencial até 1º de julho. O político disse ainda que não quer que o nomeado seja escolhido na convenção de agosto.   No Washington Post, Hillary ignora esse pedido ao afirmar que está disposta a chegar à Convenção Democrata, caso haja necessidade. "Sei que há pessoas que querem acabar com isso o mais rápido possível, mas acho que estão errados. Não pretendo retirar minha candidatura até terminar o que comecei, até ver o que acontece nas dez primárias que ainda faltam ser realizadas e até a solução do problema da Flórida e de Michigan", declarou.   "E, se não resolvermos, resolveremos na convenção", disse Hillary, referindo-se ao encontro onde os delegados democratas elegerão em uma votação um candidato para as eleições presidenciais de novembro.   "Não podemos continuar até que resolvamos a questão da Flórida e de Michigan, porque de outra maneira o candidato não contará com a legitimidade de que necessita", afirmou Hillary. "Posso imaginar os anúncios que poderão ser feitos pelos republicanos e por John McCain de que não somos capazes de resolver como contar os votos de Michigan e da Flórida", concluiu.

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