Hillary Clinton, de favorita à Casa Branca a candidata derrotada

Senadora chegou a abrir 20 pontos de vantagem sobre Barack Obama, mas pouco a pouco perdeu seu apoio

Da Redação,

06 de junho de 2008 | 18h10

A senadora por Nova York Hillary Rodham Clinton nasceu em uma família de classe média em Chicago, Illinois, em 26 de outubro de 1947. Seu pai, Hugh Rodham, trabalhava em uma indústria têxtil da Pensilvânia e sua mãe, Dorothy, era dona de casa.   Veja também: 'Hillary não soube evoluir politicamente', diz analista  Maioria dos democratas quer Hillary vice Casal Clinton não perde influência Possíveis vice-candidatos para Obama Cronologia da disputa entre Hillary e Obama Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Hillary entrou na faculdade de Wellesley, onde começou a mostrar disposição para a vida política, e foi eleita presidente do grêmio estudantil da instituição. Depois, a senadora foi para Yale, onde estudou direito e se envolveu em projetos sociais da universidade, como o Yale Review of Law and Social Action.   Se casou com Bill Clinton em 1975, no Arkansas, e em 1980 nasceu a filha do casal, Chelsea. Continuou a trabalhar com advocacia em uma conhecida empresa de advogados nos Estados Unidos (Rose Law Firm), e defendia casos de crianças gratuitamente.   Em 1978 foi indicada pelo então presidente Jimmy Carter para o Legal Services Corporation, uma organização sem fins lucrativos de assistência jurídica a americanos pobres. Hillary apareceu duas vezes na lista dos 100 advogados mais influentes dos EUA.   Se tornou primeira-dama em 1992, quando Bill assumiu a presidência pela primeira vez. Ao lado dele, viajou pelo mundo e foi uma ferrenha defensora dos direitos das mulheres, denunciando os abusos e cobrando os direitos para a classe.   Na Casa Branca, também continuou seu trabalho com crianças, e liderou uma campanha nacional para prevenção da gravidez em adolescentes. Em 1995 lançou seu livro It Takes A Village, sobre a responsabilidade na educação das crianças, que se tornou um best-seller mundial, assim como sua auto biografia, Living History.   Em 2000, Hillary foi eleita senadora por Nova York, onde seguiu com seus projetos para as crianças e se envolveu em questões da segurança nacional. Em 2002, votou a favor da invasão do Iraque, e em 2006 foi reeleita para o cargo, com 67% dos votos.   Em 21 de janeiro de 2007, Hillary deu o primeiro passo para entrar na corrida presidencial e anunciou sua candidatura. Ela era uma das favoritas à indicação democrata, e instalou um comitê para arrecadar fundos e organizar sua campanha.   "Estou na corrida, e estou para ganhar", dizia um comunicado em seu site. Com uma ampla rede de apoios e conhecida nacionalmente, a senadora parecia não ter muitas dificuldades para vencer a disputa interna dos democratas.   Os problemas da saúde e a Guerra do Iraque foram destacados durante sua campanha. "Se esse presidente não nos tirar do Iraque, quando eu for presidente, eu farei isso", disse Hillary, em um discurso em abril de 2004. A senadora enfatizava a falta de experiência de seus adversários (especialmente de Barack Obama) para justificar que era a melhor candidata.   Em novembro de 2007, tinha uma vantagem de mais de 20 pontos percentuais sobre Obama, que na época já era seu principal rival no partido. A partir de dezembro, a vantagem começou a cair.   Pouco a pouco, Obama foi ganhando a dianteira, conquistando o apoio de personalidades políticas e Hillary viu sua candidatura se desfazer. Em 3 de junho, finalmente a corrida democrata chegou ao fim, após o senador atingir o número de delegados necessários para a indicação da legenda e se anunciar o candidato presidencial democrata.   Depois de seis meses da acirrada disputa com Obama, Hillary anunciou no começo deste mês que iria endossar a candidatura do senador, e reiterou sua promessa de "fazer tudo o que puder" para eleger um democrata à Casa Branca.     (Com agências internacionais)  

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