Hillary Clinton e Barack Obama prometem abandonar polêmicas

Durante debate, pré-candidatos culpam assessores por controvérsias sobre racismo e uso de drogas

Efe e Associated Press,

16 de janeiro de 2008 | 08h40

Os principais aspirantes democratas à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton e Barack Obama, se comprometeram nesta terça-feira, 15, a deixar de lado as controvérsias e se dedicar a outros temas de sua campanha. Preocupados com o risco de cisão entre os democratas, que ameaçaria a vitória em novembro, eles baixaram o tom de suas críticas sobre a questão racial num debate cheio de cortesias, em Las Vegas. O encontro foi realizado no dia em que a senadora conseguiu uma vitória sem significado nas prévias de Michigan.   Mitt Romney freia McCain e vence primária de Michigan Resultado no Michigan 'embola' disputa republicana Conheça os pré-candidatos Cobertura completa das eleições  Eleições nos EUA    "Tanto eu quanto o senador Obama sabemos que só estamos hoje nesta posição por causa de líderes como Martin Luther King", declarou Hillary. "Acho que tanto a senadora Hillary quanto o ex-presidente Bill Clinton estão do lado dos direitos civis", disse Obama. "É claro que tem gente que não vota em mim porque sou negro. Assim como há pessoas que não votam em Hillary porque ela é mulher", acrescentou o senador.   A senadora por Nova York e o senador por Illinois culparam seus assessores por qualquer controvérsia entre eles. "Nossos partidários se entusiasmam excessivamente. Começam a dizer coisas que eu não diria", disse Obama. "Devemos enfocar esta campanha no que deve ser", concordou a ex-primeira-dama.   Hillary, que ganhou as primárias de seu partido em New Hampshire na semana passada, considerou inadequados os comentários do empresário Robert Johnson. No fim de semana, ele se referiu ao consumo de drogas, envolvendo Obama. "O senador Obama e eu chegamos à conclusão de que nem a raça nem as drogas devem fazer parte desta campanha", disse a senadora.   A senadora de Nova York ganhou nesta terça-feira a primária de Michigan. Mas foi um resultado sem efeito, já que a direção nacional do partido puniu o Estado, que decidiu antecipar sua primária para antes da data que a direção nacional do partido havia aprovado - 5 de fevereiro, a Superterça. Assim, os 156 delegados do Estado que votariam na convenção nacional de agosto estão proibidos de exercer seu voto. Por essa razão, Barack Obama e o ex-senador John Edwards já haviam retirado seus nomes das primárias de Michigan.   O debate aconteceu quatro dias antes dos "caucus" do partido em Nevada. As enquetes prevêem uma luta acirrada pelo primeiro lugar entre os aspirantes democratas.   Mantendo o tom cordial do debate, Clinton perguntou se Obama apoiaria um projeto de lei para impedir que o presidente George W. Bush estenda a presença militar dos Estados Unidos no Iraque além do fim de seu mandato, em janeiro de 2009. "Acho que isto é algo em que podemos trabalhar, Hillary", respondeu Obama.

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