Hillary e Obama buscam favoritismo democrata em três prévias

Presidenciáveis disputam delegados em Washington, Nebraska e Louisiana; mulheres estão no foco da disputa

Associated Press,

09 de fevereiro de 2008 | 13h32

Ainda sem um favorito claro para concorrer à Presidência dos EUA nas eleições de novembro, o Partido Democrata acompanhará neste sábado, 9, mais um difícil duelo entre os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama nas prévias de Washington, Louisiana e Nebraska. A disputa será a primeira depois da concorrida Superterça, no último dia 5, e deve ter como foco o apoio feminino às duas candidaturas.  Bush entra na disputa com pior aprovaçãoConheça a trajetória dos candidatos Especial eleições americanas  Cobertura completa das eleições nos EUA   Entre os republicanos, a disputa entre o favorito John McCain e o azarão Mike Huckabee também será em três estados, e promete ser dura, apesar da sensação generalizada de que dificilmente Huckabee reverterá a dianteira de McCain.  Desde a Superterça, quando 22 estados americanos realizaram prévias democratas, Hillary e Obama estão praticamente empatados, o que indica que a já histórica disputa entre o primeiro negro e a primeira mulher com chances reais de conseguirem a Presidência será apertada até a convenção nacional do partido, em agosto.  Neste sábado, as prévias em Washington, Nebraska e Louisiana irão distribuir 161 delegados entre os dois candidatos - cerca de 10% do total necessário para a conquista da nomeação. Desses três estados, dois - Washington e Nebraska - são caucuses (espécie de assembléias partidárias), disputas em que Obama tem se saído melhor.  Ainda assim, também estará em jogo neste sábado o apoio feminino às pré-candidaturas, principalmente em Washington - que tem duas senadoras e uma governadora mulher. O Estado é o que oferece o maior número de delegados (78) ao vencedor.  A ex-primeira-dama e senadora por Nova York vinha mostrando-se favorita entre o eleitorado feminino, e já havia conquistado o apoio das senadoras democratas por Washington Maria Cantwell e Patty Murray. Mas o senador por Illinois lutou duro nos últimos dias, e nesta sexta-feira, 8, conseguiu o endosso da governadora Chris Gregoire. "Ele tem nos conduzido com aquele sentimento positivo de esperança em nosso país, e eu amo ver isso acontecer", disse Chris ao anunciar seu apoio. Para o principal jornal de Seattle, a disputa entre as mulheres pode ser de gerações: "Entre as mulheres, a briga é pela idade", estampou em sua capa o The Seattle Post-Intelligencer na edição de sexta-feira. Segundo a reportagem, as mulheres mais velhas apóiam Hillary, de 60 anos, enquanto as mais jovens preferem Obama, de 46.  Na contagem geral, Hillary tem cerca de 1.055 delegados contra 998 de Obama. São necessários 2.025 para obter a indicação democrata. A pequena vantagem de Hillary deve-se principalmente a sua liderança na preferência dos chamados "Superdelegados", líderes do Congresso e dirigentes partidários que podem votar em quem escolherem na convenção de agosto. Disputa republicana No lado republicano, as prévias deste sábado acontecem na Louisiana, Washington e Kansas. McCain, que teve uma semana memorável - venceu de lavada a Superterça e faturou com a desistência de seu principal adversário dentro do partido -, tenta agora reverter a imagem de "o mais democrata" dos republicanos e conseguir apoio da base conservadora do partido. Para isso, ele tem se colocado como o mais eficaz defensor dos Estados Unidos contra o terrorismo. Em um discurso na sexta-feira, ele sugeriu que uma eventual vitória de Hillary ou Obama encorajaria os terroristas: "Eles querem uma data para a retirada do Iraque, o que eu acho que trará conseqüências desastrosas", disse ele.  "Acredito que a Al-Qaeda diria ao mundo que derrotou os Estados Unidos, e acho que a partir daí eles investiriam em nos atacar em casa. Haveria conseqüências desastrosas na região, e teríamos que voltar." Embora considerado uma espécie de azarão na disputa, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee continua na corrida com o forte apoio dos cristãos conservadores, principalmente no chamado "cinturão bíblico", no sul do país, mas ainda assim permanece muito distante de McCain no total de delegados.

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