Hillary e Obama se reúnem para discutir o futuro da senadora

Ex-rival pode ser secretária de Estado, dizem assessores; presidente eleito encontra John McCain na segunda

Agências internacionais,

14 de novembro de 2008 | 14h12

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, encontrou com a ex-rival Hillary Clinton nesta sexta-feira, 14, para saber se ela estaria interessada em um cargo da futura administração, segundo afirma a rede CNN. Dois assessores, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que a ex-primeira-dama "está sob consideração" para o posto de secretária de Estado. Ainda nesta sexta, a equipe de transição de Obama confirmou que ele se encontrará com o candidato republicano derrotado nas eleições, John McCain, na segunda-feira.   De acordo com a emissora NBC, Hillary voou para Chicago - onde Obama está - na quinta-feira. Um assessor dela disse que se tratava de assuntos pessoais na cidade. Porém um funcionário do Partido Democrata revelou que os dois tiveram um encontro nesta sexta-feira, no escritório de Obama, no centro. Hillary e Obama realizaram uma dura disputa nas primárias democratas pela vaga na corrida presidencial. Após eleito, Obama se cercou de vários nomes que atuaram no governo Bill Clinton.   Veja também: Obama avalia Hillary Clinton para secretária de Estado Equipe de transição fornece pistas sobre o governo Obama Departamento de Justiça será desafio Palin não descarta ser candidata à Presidência em 2012 Ex-servidores de Clinton lideram transição em 3 Departamentos Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   Segundo a CNN, Hillary foi para Chicago porque "sabia que Obama queria conversar sobre a possibilidade dela ter um papel na administração", afirmou uma das fontes consultadas. As duas pessoas ouvidas pela emissora disseram que a senadora ficou surpresa com os rumores sobre o cargo no Departamento de Estado, e não confirmaram o assunto que Hillary e Obama discutiram. O porta-voz da ex-primeira-dama Philippe Reines disse que "qualquer especulação sobre gabinete ou administração deve ser direcionada para a equipe de transição de Obama".   Esta não é a primeira vez que Hillary é apontada em consideração para uma posição na equipe de Obama. A ex-primeira-dama teria sido cogitada para o cargo de vice-presidente, mas o presidente eleito escolheu o senador Joe Biden para compor a chapa democrata. Hillary, de 61 anos, tem bastante experiência em política externa por sua atuação como senadora por Nova York. Ela atuou no Comitê de Serviços Armados, além de indiretamente auxiliar seu marido Clinton, quando ele ocupou a presidência entre 1993 e 2001.   "Eu estou feliz em ser uma senadora por Nova York, eu amo esse Estado e essa cidade", afirmou Hillary em um evento em Nova York, na segunda-feira, quando questionada se pode integrar o governo de Obama. Ao mesmo tempo, Hillary disse que deseja ser uma "boa parceira" e "fazer todo o possível para assegurar que sua agenda será bem sucedida".   Vários nomes foram mencionados na imprensa como cotados para ser secretário de Estado de Obama, incluindo o ex-candidato presidencial democrata John Kerry, o governador do Novo México Bill Richardson, ex-embaixador na ONU e querido pela poderosa comunidade latina, e o senador republicano moderado Richard Lugar. A equipe de transição de Obama não tornou públicos os nomes considerados para o gabinete. Além disso, insiste que não haverá anúncios do tipo nesta semana.   McCain   A porta-voz Stéphanie Cutter anunciou o encontro com o senador republicano John McCain, principal adversário que derrotou na eleição. Durante a reunião na segunda-feira em Chicago, o presidente eleito e McCain conversarão também com o senador republicano Lindsey Graham, e com o representante democrata Rahm Emanuel, designado como chefe de gabinete do futuro governo.   McCain, de 72 anos, no discurso em que reconheceu sua derrota na noite de 4 de novembro, manifestou sua disposição de cooperar com o futuro presidente, e convocou seus milhões de eleitores a "trabalharem pelo país."

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