Reuters
Reuters

Hillary e Trump jogam últimas cartas antes da eleição presidencial

Democrata conta com apoio de Obama, Michelle e Bill Clinton, além de personalidades; Trump diz que, com sua eleição, 'classe trabalhadora contra-atacará'

O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2016 | 06h20

Hillary Clinton e Donald Trump jogaram suas últimas cartas nesta segunda-feira, 7, apenas algumas horas antes das eleições presidenciais desta terça-feira. Ambos adotaram esforços frenéticos de última hora e demonstraram força polícia diante de multidões. 

Na Filadélfia, Hillary estava acompanhada de Barack Obama e sua esposa Michelle, de seu marido Bill Clinton e de vários astros de rock. A democrata conseguiu reunir pelo menos 30 mil pessoas, o maior público de sua campanha. Na jornada, a democrata teve apoio de músicos como Bruce Springsteen e Jon Bon Jovi. 

A peça central do evento na Filadélfia, no entanto, ficou para Obama, em um dos últimos discursos de seu mandato. A fala do atual presidente dos Estados Unidos emocionou um público que foi chamado a defender os avanços de seus oito anos no governo por meio da eleição de Hillary. 

"Aposto a vocês que os Estados Unidos vai rejeitar a política do ressentimento e vai eleger uma política que diz que, unidos, somos mais fortes. Aposto a vocês que amanhã vocês vão rejeitar o medo e eleger a esperança", disse Obama, que discursou atrás de um vidro à prova de balas. 

Obama reconheceu o tom assertivo da campanha deste ano. "Foi uma longa campanha. Houve muito ruído e muitas distrações. Em alguns momentos parecia mais um reality show ou uma paródia. Mas amanhã (...), a opção que vocês enfrentarão não poderia estar mais clara, e tampouco poderia ser mais séria". 

Já Hillary afirmou que os norte-americanos que irão às urnas nesta terça-feira, 8, optarão entre a "divisão ou a união". 

"A opção é clara nestas eleições. A opção entre a divisão e a união, entre uma economia que funciona para todos ou apenas para aqueles que estão por cima", afirmou a ex-secretária de Estado. 

Trump. Enquanto isso, Trump protagonizou um ato de campanha em Manchester, New Hampshire, um estado onde Obama venceu as eleições de 2012 e que o candidato republicano espera converter a seu favor. 

"Vocês querem ver os Estados Unidos sendo conduzidos por uma classe política corrupta, ou querem ver os Estados Unidos serem conduzidos, uma vez mais, pela sua gente?", perguntou Trump ao utilizar sua arma mais eficiente de campanha, a retórica incendiária. 

O polêmico candidato afirmou que sua posse na Casa Branca representaria o fim de "anos de traição". "Eu estou com vocês, e lutarei por vocês, e juntos venceremos", gritou. 

Trump afirmou que o movimento que lidera será responsável por "uma mudança única, histórica". Ele pediu o voto "de todos os norte-americanos, dos democratas, dos republicanos, dos independentes e daqueles que votam pela primeira vez". 

Esta quarta-feira, acrescentou o candidato, será o dia em que "a classe trabalhadora norte-americana contra-atacará". 

Nesta segunda-feira, 7, as sondagens das principais pesquisas apontaram Hillary na dianteira com quase 3%, ainda que a dinâmica dos últimos 10 dias de campanha tenha sido mais favorável a Trump. 

Um modelo matemático de projeção elaborado pela rede de televisão NBC afirma que Hillary teria assegurados pelo menos 274 votos no colégio eleitoral, quatro mais do que os necessários para vencer. 

O site especializado FiveThirtyEight atribuí à candidata democrata 67,9% de probabilidade de vencer, ante 32,1% de Trump. /AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.