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Hillary luta por vitória em Wisconsin para frear Obama

Senadora enfatiza temas econômicos em sua campanha; no Havaí, Estado natal de Obama, senador é favorito

Agências internacionais,

19 de fevereiro de 2008 | 07h41

Os senadores democratas Barack Obama e Hillary Clinton enfrentam-se novamente nesta terça-feira, 19, nas primárias do Estado de Wisconsin e no "caucus" do Havaí - Estado natal de Obama. A senadora por Nova York, que antes mantinha toda campanha centrada nas votações em Ohio e Texas, marcadas para o dia 4, precisa de um bom desempenho em Wisconsin para interromper o crescimento de Obama.   Veja também:   Bush pai apóia McCain na corrida republicana Obama e McCain já falam como candidatos Vitória agrava crise na campanha de Hillary  Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Hillary mudou a estratégia de sua campanha durante o fim de semana e vem enfatizando temas econômicos, na esperança de superar o rival. Para reforçar sua campanha, Hillary lançou na segunda-feira, 18, um plano econômico detalhando suas políticas de combate ao desemprego, sistema de saúde e reação a uma possível recessão.   Segundo a BBC, o plano econômico de Hillary fala em criar ao menos 5 milhões de empregos ''colarinho verde'', em menção a postos de trabalho que seriam gerados pela transição de uma economia baseada em petróleo e combustíveis poluentes para biocombustíveis.   Pesquisas mostram que a disputa pelos 92 delegados de Wisconsin será apertada. No Havaí, Estado onde Obama nasceu, os 20 delegados serão escolhidos por meio de caucus. Segundo estimativa da Associated Press, Obama tem 1.302 delegados, enquanto Hillary conseguiu 1.235. Para conseguir a nomeação do partido, o candidato deve obter 2.025 delegados.   Segundo estrategistas, se Hillary perder de novo para Obama, dificilmente conseguirá se recuperar para as primárias do dia 4. "Ela não pode perder por um resultado de 40% a 60% e esperar ganhar por 60% a 40% na votação seguinte", afirmou Garry South, estrategista democrata. "A dinâmica da política simplesmente não funciona assim."   Depois da Superterça, no dia 5, Hillary perdeu em oito Estados para Obama. A nona derrota consecutiva seria um duro golpe na busca da senadora pela nomeação democrata para as eleições presidenciais de novembro.   O senador Barack Obama apresentou o seu plano econômico na semana passada e também tem adotado uma retórica mais populista. Na segunda, Obama contou ter se encontrado com John Edwards, mas não especificou se o ex-senador manifestou ou não apoio à sua candidatura.   Os dois candidatos estão buscando o apoio de Edwards, devido ao apelo do ex-candidato junto a democratas da classe trabalhadora, que têm um peso importante em Estados como Ohio e a Pensilvânia, que realizará sua primária no dia 22 de abril.   Republicanos   A disputa em Wisconsin também é importante para o republicano John McCain. Considerado o favorito na disputa pela nomeação do partido, o senador precisa vencer com ampla vantagem para provar que tem chances de atrair o voto conservador nas eleições de novembro. Apesar de ter saído vitorioso das últimas primárias - em Virgínia, Washington D.C. e Maryland -, McCain perdeu eleitores conservadores para o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee.   Na última segunda-feira, o ex-presidente George H. Bush pediu que os republicanos se mobilizem em torno da candidatura de McCain. "Ninguém está mais preparado para dirigir a nossa nação do que o senador John McCain", afirmou o pai do atual presidente americano em Houston, após formalizar seu apoio ao senador. "Estou feliz por poder ajudar esse extraordinário patriota a levar as bandeiras do nosso partido."   Sem mencionar o nome de Huckabee, o ex-presidente também deu várias indicações de que está na hora de "outros candidatos para a nomeação republicana" deixarem a disputa para fortalecer um único candidato do partido.

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