Hillary propõe gastos de US$ 70 bilhões para salvar economia

Caso seja eleita presidente, pré-candidata democrata promete combater sinais de recessão nos EUA

REUTERS,

11 de janeiro de 2008 | 18h48

A pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata Hillary Clinton apresentou nesta sexta-feira, 11, um plano para enfrentar o que considera ser uma ameaça de recessão nos Estados Unidos. O pacote, parte das propostas de campanha de Hillary, prevê a injeção de US$ 70 bilhões e eventuais restituições de imposto no valor de US$ 40 bilhões.   Governadora do Arizona deve apoiar Obama Conheça os pré-candidatos Cobertura completa das eleições  Eleições nos EUA    "Eu estive analisando os números mais recentes sobre o desemprego e eu realmente acredito ser imperativo que comecemos a ajudar as pessoas a enfrentarem o mercado imobiliário e que forneçamos ao país uma dose de confiança na economia", afirmou ao New York Times a senadora pelo Estado de Nova York.   O plano de Hillary incluiria gastar US$ 30 bilhões com um fundo de emergência para a crise no setor imobiliário a fim de ajudar as famílias de baixa renda que não estão conseguindo pagar por suas hipotecas.   Outros US$ 25 bilhões seriam gastos para ajudar as famílias de baixa renda a pagarem por suas contas de aquecimento neste inverno; US$ 10 bilhões para estender o seguro desemprego dos que não conseguiram encontrar trabalho; e US$ 5 bilhões para programas de energia alternativa.   O programa de restituição de impostos, avaliado em US$ 40 bilhões de dólares, teria der ser aprovado pelo Congresso mais tarde caso a situação da economia piore.   Segundo o NYT, o plano de Hillary representa o primeiro pacote específico de estímulo à economia sugerido por um pré-candidato democrata ou republicano.   Ajuda urgente   A pré-candidata afirmou ao NYT acreditar "totalmente" na possibilidade de os democratas presentes no Congresso trabalharem com o presidente norte-americano, George W. Bush, para aprovarem um pacote de estímulo à economia ainda no começo deste ano.   As eleições presidenciais acontecem em novembro e o presidente eleito toma posse em janeiro de 2009.   Mas Bush disse que o pacote de estímulo estudado por seu governo se concentraria no corte de impostos e evitaria novos gastos, segundo o jornal.   O plano de emergência sugerido por Hillary aumentaria o déficit do Orçamento federal dos EUA e não seria compensado por uma elevação dos impostos ou por cortes nos gastos, disse o comitê de campanha da senadora.   A contração do mercado de trabalho e um revés sofrido pelo setor manufatureiro, no mês passado, alimentam a preocupação com a possibilidade de uma recessão econômica nos EUA.   Mas, segundo o presidente do Federal Reserve (banco central norte-americano), Ben Bernanke, o órgão apostava em um crescimento continuado da economia, ainda que pequeno.   A taxa de desemprego subiu para 5%, segundo dados divulgados na sexta-feira.

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