Hillary tem mais chances de vencer McCain, aponta pesquisa

Senadora venceria republicano por 50% a 41% dos votos; Obama estaria praticamente empatado com o rival

Agência Estado e Associated Press,

28 de abril de 2008 | 14h22

A pré-candidata  Hillary Clinton tem maior chance que seu rival na corrida democrata, Barack Obama, de derrotar o republicano John McCain na eleição presidencial dos Estados Unidos, apontou pesquisa Associated Press-Ipsos divulgada nesta segunda-feira, 28. Hillary continua na briga para reverter a vantagem até agora conquistada por Obama na corrida pela indicação do Partido Democrata. Veja também:Disputa Hillary-Obama eleva número de eleitores democratas''Raça não será determinante'', diz ObamaConfira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Segundo a pesquisa, Hillary venceria McCain por 50% a 41% dos votos. Já Obama permanece tecnicamente empatado com o republicano, pois tem 46% e McCain 44%. Hillary vem de uma importante vitória nas primárias de Pensilvânia. Ela segue lutando para convencer os superdelegados - membros do partido que podem votar em quem quiserem, independentemente do resultado das primárias - a apoiarem sua candidatura, mas Obama segue com vantagem em número de delegados já conquistados. O presidente do Partido Democrata, Howard Dean, defendeu também nesta segunda-feira que um dos pré-candidatos abandone a corrida após o fim das primárias, no início de junho. Para Dean, essa é a única forma de unificar o partido antes da convenção nacional, marcada para agosto, com o objetivo de vencer a eleição presidencial em novembro. Dean não disse qual deles deveria desistir, apenas que isso deve ocorrer após as primárias. Ele afirmou, em entrevista à rede ABC, esperar na data de 3 de junho o fim do impasse - esse é o dia das últimas primárias democratas. Os superdelegados podem esperar até a convenção nacional democrata, em 25 de agosto, para decidir em quem votar. Segundo Dean, porém, então já seria muito tarde para unificar o partido e derrotar o candidato do Partido Republicano, John McCain, já confirmado. Dean disse que não pedirá nem a Hillary nem a Obama a desistência. "Qualquer desses candidatos, se for a hora de eles irem, eles saberão e irão (deixar a disputa)", disse Dean. Obama tem mais delegados e mais votos nas pesquisas gerais que a rival. Mas Hillary vem de uma boa vitória no Estado da Pensilvânia, considerado importante na disputa nacional. O chefe do Partido Democrata afirmou que nenhum dos membros mais antigos da sigla acredita que a disputa deva ir até a convenção. "E eu concordo com isso. Nós temos mais nove primárias. 500 dos 800 delegados ainda não comprometidos já disseram quem apóiam. Os 300 restantes farão isso até o fim de junho e saberemos quem será nosso candidato, e isso é o que precisamos fazer", afirmou Dean. Questão racial Enquanto isso, o antigo reverendo de Obama Jeremiah Wright disse que a recente polêmica envolvendo declarações anteriores dele eram um ataque à "igreja negra". "Isso é um ataque à igreja negra, não a Jeremiah Wright", disse ele, durante um discurso no Clube Nacional de Imprensa, em Washington. Obama buscou anteriormente se afastar das declarações incendiárias de Wright, mas se negou a anunciar um rompimento com o religioso, bastante crítico em relação ao governo norte-americano. Anos atrás, o pastor disse que os terroristas responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001 eram "galinhas voltando para o poleiro", por causa das ações dos EUA pelo mundo. Também pediu que "Deus amaldiçoe a América", pela sua opressão aos negros. Wright ainda acusou o governo de infestar as ruas das comunidades negras com drogas ilícitas. A divulgação de trechos desses sermões pela internet e na televisão podem ter afetado o desempenho de Obama nas primárias da Pensilvânia. As declarações trouxeram uma discussão sobre o fator "raça" para a corrida democrata.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.