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Hillary tenta mostrar equilíbrio entre força e emoção

Campanha da pré-candidata enfrenta desafio entre abordagem política e compartilhar a vida pessoal da senadora

Reuters,

28 de março de 2008 | 10h55

Ser forte ou demonstrar alguma emoção? Ficar só na política ou compartilhar a vida pessoal? Essa é a corda bamba em que se equilibra a pré-candidata à Presidência dos EUA Hillary Clinton, parecer humana, mas sem dar sinais de fraqueza. A senadora de Nova York luta para reverter a imagem de que é uma pessoa reservada. Por isso, temperou seus discursos desta semana com referências à infância e à vida pessoal, misturando os temas com propostas políticas.  Veja também:Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Analistas dizem que mulheres, ao disputar eleições, enfrentam um desafio que não se coloca aos políticos homens: transparecer suas emoções e manter uma imagem de força. A ex-primeira-dama em geral prefere a força, enfatizando na campanha seu currículo e sua disposição para liderar o país em uma época de guerra. Apesar disso, um raro momento de olhos marejados, pouco antes da eleição primária de New Hampshire, é visto como o fator que lhe valeu a vitória naquele Estado, contrariando as pesquisas, que apontavam a vitória do senador Barack Obama. Desde então, esse lado mais brando tem sido menos visto, embora o argumento da experiência tenha apresentado algumas falhas. Hillary foi obrigada a recuar, por exemplo, da declaração de que foi alvejada por franco-atiradores durante uma visita à Bósnia, em 1996. Um vídeo da viagem a contradisse, mostrando um desembarque tranqüilo da então primeira-dama em Sarajevo. "Então cometi um erro. Acontece. Prova que sou humana, o que para algumas pessoas é uma revelação", disse ela a jornalistas na terça-feira. Revelação? Talvez não. Mas mesmos os simpatizantes dela afirmam que gostariam de ver um lado mais humano da candidata, que tem 60 anos. "Ela parece distante para o público, como quando está na televisão", disse Stacey Barron-Salvio, de 39 anos, mãe de seis filhos, que assistia a um comício de Hillary em Greensburg, na Pensilvânia. "Eu realmente nunca a ouvi falar tanto das suas histórias pessoais. Acho que se ela mostrasse alguns desses lados pessoais, mesmo que haja algumas falhas, isso a tornaria mais humana e faria com que cativasse mais gente."

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