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Hillary tenta revalidar prévias anuladas para salvar campanha

Senadora quer que delegados de primárias punidas por adiantar votação participem da convenção democrata

Reuters e Associated Press,

15 de fevereiro de 2008 | 09h09

A pré-candidata democrata Hillary Clinton quer desesperadamente que as vitórias desconsideradas nas prévias da Flórida e em Michigan se transformem em votos válidos, numa chance de retomar a força de sua campanha. A direção nacional do partido anulou as primárias porque elas foram realizadas antes do prazo, numa manobra dos diretórios estaduais para terem maior influência no processo.   Veja também: Romney apóia candidatura de McCain Arrecadar recursos é prioridade de McCain Pesquisas: Hillary vence em Ohio e Pensilvânia Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Agora, os 366 delegados a que os dois Estados teriam direito podem ser decisivos se nenhum dos candidatos conseguir uma vitória muito expressiva nos Estados que ainda realizam suas primárias e "caucus" (assembléia de eleitores) antes da convenção nacional de agosto. Hillary venceu as duas disputas em questão. O nome de Obama nem apareceu na cédula em Michigan, e em ambos os Estados não houve campanha eleitoral. Hillary promete lutar pela presença desses delegados, enquanto a campanha de Obama defende a repetição das disputas. A campanha de Hillary insiste agora que os representantes dos Estados em que as prévias foram descartadas na punição participem da nomeação do candidato do partido na convenção no segundo semestre. "Penso que as pessoas em Michigan e na Flórida falaram de um modo convincente, e querem que suas vozes e votos sejam escutados", Hillary falou para os repórteres. "A participação nos dois lugares foi recorde e penso que precisam ser respeitadas". Os dirigentes tentam evitar um impasse que poderia se arrastar até o segundo semestre e irritar os 2,4 milhões de eleitores que participaram da disputa nesses dois Estados. Ambos poderão também ter papel decisivo na eleição geral de novembro. "O partido certamente está preocupado que alguns eleitores sintam que seus votos não contaram", disse Mark Bubriski, porta-voz do diretório democrata da Flórida. Até agora, nem Michigan nem a Flórida aceitaram repetir a disputa com outro formato. Dirigentes da Flórida dizem que o eleitorado local - com grande participação de idosos e militares - teria dificuldades em participar de um caucus, enquanto uma eleição por via postal custaria até US$ 10 milhões. Na semana passada, o senador Carl Levin, de Michigan, afirmou que não seria "prático nem justo" realizar um caucus depois de 600 mil pessoas terem participado da eleição primária. Outros argumentam que a primária não deve resultar em delegados porque muita gente não se deu ao trabalho de votar, por saber de antemão que a primária seria anulada. O Comitê Nacional Democrata (direção do partido) decidiu suspender os delegados dos dois Estados para evitar que 20 outros antecipassem suas disputas para janeiro, mantendo assim um processo "justo e previsível", segundo uma porta-voz da cúpula nacional. Se as primárias fossem validadas, Hillary adicionaria 178 delegados à sua conta, e Obama receberia 67 da Flórida (onde estava formalmente na disputa). Em Michigan, cerca de 55 delegados são considerados "não-vinculados" a candidato algum, já que o nome de Obama não constava na cédula. Na quarta-feira, Obama tinha 1.078 delegados no total nacional, contra 969 de Hillary, de acordo com a contabilidade da MSNBC. Isso não inclui os "superdelegados" (dirigentes partidários e detentores de cargos eletivos), que podem votar em quem quiserem. Os dois candidatos podem chegar a algum acordo sobre a Flórida e Michigan, mas isso ainda não ocorreu. Caso não haja solução, o comitê de credenciais da convenção vai decidir em julho se haverá delegados desses Estados - e quem serão.

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