Hillary tenta tirar credibilidade de Obama em debate

Senadora busca meio de enfrentar o rival sem arranhar a própria imagem e sobreviver na corrida democrata

Agências internacionais,

21 de fevereiro de 2008 | 08h55

Quando a senadora Hillary Clinton encontrar com o rival democrata Barack Obama no debate que acontece nesta quinta-feira, uma de suas últimas oportunidades de mudar o curso da corrida presidencial começa a dividir a campanha da pré-candidata sobre o melhor caminho para enfrentá-lo. Lutando pela nomeação democrata, ela estará diante do mesmo desafio das últimas semanas: como desacreditar o seu popular oponente sem arranhar a sua imagem.   Veja também: Obama dispara na disputa pela Casa Branca Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA     Até agora, após as onze derrotas consecutivas para Obama, seus apoiadores estão divididos sobre como proceder no que pode ser o seu último movimento na disputa nas próximas prévias de Ohio e Texas, que acontecem no dia 4 de março.   Alguns, liderados pelo seu chefe estrategista Mark Penn, concordam que Hillary deve mostrar os contrastes mais profundos comparados ao rival e que a pré-candidata não teria outra opção. Outros, particularmente Mandy Grunwald, sua conselheira para a mídia, consideram como a melhor opção uma abordagem menos agressiva, afirmando que os ataques não ajudarão a campanha numa atmosfera em que ela luta pela sobrevivência.   A recente divisão na campanha de Hillary reflete a intensa frustração de sues apoiadores na busca por caminhas no enfrentamento contra Obama, um oponente que já lhes causou muitas surpresas. Em discurso em Nova York na quarta-feira, Hillary afirmou que Obama não tinha credenciais para liderar o mundo durante tempos perigosos.   Em seu discurso da vitória na terça-feira, Obama ignorou as críticas de que ele não tem experiência suficiente para ocupar a Casa Branca, feitas por Hillary e pelo republicano John McCain. "A mudança que nós procuramos ainda está longe", disse Obama, que também prometeu acabar com a guerra no Iraque em seu primeiro ano como presidente.   Os resultados finais foram catastróficos para Hillary. Obama ganhou em Wisconsin com 58% dos votos, contra 41% de Hillary. No Havaí, Estado onde o senador nasceu, ele obteve 76% dos votos, enquanto sua adversária ficou com 24%. A vitória de Obama também mostrou que o senador está consolidando seu avanço sobre a base eleitoral que antes pertencia a Hillary, composta por mulheres, idosos e a classe trabalhadora.   Hillary deparou-se na quarta-feira com a constatação de que ela tinha perdido a pequena vantagem que um dia teve sobre Obama: dinheiro, liderança nas pesquisas e mais delegados. Sondagens apontam que o senador é mais elegível do que a ex-primeira-dama.   Seus apoiadores afirmam que ainda há um caminho para a vitória, mas reconhecem que ele está se estreitando. O objetivo de Hillary, agora, é ir muito bem nas próximas prévias, principalmente Ohio, Texas e Pensilvânia, para se aproximar do número de delegados de Obama.   (com The New York Times)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.