Hillary vence Obama nas prévias da Pensilvânia

Com 10 pontos de vantagem, senadora ganha primária essencial para se manter na corrida à Casa Branca

Agências internacionais,

22 de abril de 2008 | 22h14

A pré-candidata à Presidência americana Hillary Clinton venceu seu rival Barack Obama nas eleições primárias na Pensilvânia nesta terça-feira, 22. Com a apuração praticamente encerrada (99%), Hillary obteve 55% dos votos, contra 45% de Obama. A vitória no Estado é essencial para a senadora por Nova York permanecer na corrida pela indicação presidencial democrata. "A maré está mudando", disse a Hillary a seus simpatizantes na Filadélfia. Em Indiana, palco das próximas prévias, Obama também se pronunciou, agradecendo os votos e parabenizando o êxito da senadora.   Veja também: Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  O professor Sean Purdy comenta as primárias democratas    "Por seis semanas, o senador Obama e eu cruzamos este Estado - conhecendo as pessoas de perto, sendo julgados lado a lado, fazendo nosso melhor. Vocês nos ouviram e hoje fizeram suas escolhas", declarou a pré-candidata. "Algumas pessoas disseram que eu estava fora, mas o povo americano não desiste e eles merecem um presidente que também não desiste". Dos 158 delegados em jogo na Pensivânia, Hillary conquistou 52, enquanto Obama obteve o apoio de 46. Agora, segundo a contagem da rede CNN, a senadora tem o endosso de 1.556 delegados, contra 1.694 de Obama. O candidato democrata precisa de 2.024 delegados para vencer a indicação.   Em seu discurso, Obama ainda criticou o virtual candidato republicano John McCain, dizendo que ele não oferece nenhuma mudança em relação à política do presidente americano, George W. Bush. "McCain ofereceu uma vida de serviços para este país e nós respeitamos isso, mas ele não está oferecendo nenhuma mudança significativa nas políticas de Bush". "Acredito que nós não vamos apenas ganhar as primárias e as eleições de novembro, nós vamos mudar este país", completou.   Aproveitando a ocasião, em seu pronunciamento Hillary pediu mais doações a sua campanha. "Seu apoio vai fazer a diferença entre ganhar ou perder. Agora, nós só podemos continuar ganhando contra um oponente que gasta muito mais que nós. Espero que vocês acessem o site HillaryClinton.com e mostrem seu apoio esta noite". Um porta-voz da campanha da senadora disse que ela conseguiu arrecadar quase US$ 500 mil dólares em menos de uma hora depois que as urnas fecharam. "O futuro desta campanha está nas nossas mãos", acrescentou Hillary.   Troca de farpas   Nas últimas semanas, ambos democratas intensificaram os ataques entre si. Em um recente comício, Obama acusou a rival de utilizar uma "tática de terra arrasada". Hillary, por sua vez, disse que Obama "está jogando tudo o que pode, para ver o que cola". A senadora comentou também durante um comício que o rival "costuma dizer que está tocando uma campanha positiva, mas a sua campanha mostra exatamente o contrário."   Foto: Reuters A campanha de Obama lançou nos últimos dias dois comerciais contendo ataques à Hillary. Um deles faz críticas ao programa de saúde da senadora, e outro, afirma que a campanha da senadora tem recebido dinheiro de lobistas. A militância de Hillary contra-atacou dizendo que "ele não soube responder às duras perguntas do debate, então Barack Obama vem fazendo falsas acusações sobre o programa de saúde."   O triunfo de Hillary na Pensilvânia reforça a tese da senadora de que Obama não consegue vencer em grandes Estados, que são cruciais para a vitória de um democrata na eleição presidencial.   Apesar disso, segundo analistas, a dinâmica da disputa continua a mesma. Obama, que arrecadou muito mais dinheiro do que Hillary para sua campanha, deve manter sua estratégia para preservar sua pequena vantagem ao longo das poucas primárias restantes, enquanto sua rival precisa que algo dramático aconteça para tentar reverter a situação, assinalou o consultor democrata Dan Newman.   As próximas disputas serão travadas em 6 de maio na Carolina do Norte (onde Obama é amplamente favorito) e em Indiana (onde Hillary tem ligeiro favoritismo). Se Hillary não obtiver uma contundente vitória em Indiana, analistas especulam que ela poderia, aí sim, abandonar a disputa.      (Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)   (Matéria ampliada às 1h55)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.