Homem morre durante tiroteio em zona livre de polícia criada por manifestantes nos EUA

"Zona autônoma" foi estabelecida como parte dos protestos que se seguiram à morte do ex-segurançaGeorge Floyd nas mãos de um policial branco

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2020 | 04h01

SEATTLE - Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido no sábado, 20, em uma "zona autônoma" sem polícia, criada por manifestantes na cidade americana de Seattle, segundo autoridades locais.

A área, estabelecida como parte dos protestos nacionais que se seguiram à morte do afro-americano George Floyd nas mãos de um policial branco, tem sido frequentemente criticada pelo presidente Donald Trump.

O presidente dos EUA classificou a iniciativa de "desastre" e disse que as pessoas na área são anarquistas da "esquerda radical". Por quase duas semanas, manifestantes e ativistas ocuparam o bairro de Capitol Hill, estabelecendo uma área "livre de policiais", em um experimento urbano que se desenvolveu amplamente em uma atmosfera festiva.

"Os policiais tentaram localizar uma vítima do tiroteio, mas foram recebidos por uma multidão violenta que os impediu de ter acesso seguro às vítimas", afirmou o Departamento de Polícia de Seattle em comunicado.

A polícia detalhou que eles foram informados de que os afetados foram transportados para o hospital por "médicos" na área e que uma das vítimas - com 19 anos - morreu.

A outra vítima "permanece no hospital com ferimentos graves", segundo o comunicado.

A polícia disse que os agressores ainda estão fugindo e não há descrição de possíveis suspeitos. O Seattle Times informou que acredita-se que o tiroteio não tenha conexão com o protesto.

A prefeita de Seattle Jenny Durkan defendeu a área na quinta-feira contra a ameaça de intervenção de Trump, enquanto o governador Jay Inslee disse ao presidente que "um homem que é totalmente incapaz de governar deve ficar de fora dos assuntos do estado de Washington ".

Em uma manifestação de sábado em Oklahoma, Trump se referiu ao episódio e disse a seus apoiadores: "Fiz uma oferta. Eu disse que sempre que eles quiserem, entraremos e resolveremos a situação em uma hora ou menos". "Mas provavelmente é melhor para nós apenas ver essa bagunça", acrescentou.

As autoridades de Seattle negaram relatos de que ativistas de esquerda estão por trás do estabelecimento da chamada "zona autônoma". / AFP

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