Irã pede que Obama não repita falsas acusações dos EUA

Presidente eleito promete nova postura em relação ao regime iraniano durante seu mandato

Agências internacionais,

12 de janeiro de 2009 | 08h15

O Irã pediu nesta segunda-feira, 12, para que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, não repita o que chamou de falsas acusações contra a República Islâmica como fez a administração de saída da Casa Branca. Obama afirmou no fim de semana que os EUA adotarão uma nova postura para lidar com o Irã durante seu mandato. Em entrevista ao programa This Week, da rede de TV americana ABC, transmitida neste domingo, Obama afirmou que "o Irã vai ser um de nossos maiores desafios".   Veja também: Obama montará equipe para região    Obama, que assume como presidente no dia 20 de janeiro, disse que essa abordagem inclui "mandar um sinal de que respeitamos as aspirações do povo iraniano, mas de que também temos certas expectativas em termos de como um ator internacional age". Ele disse estar preocupado com o apoio da república islâmica ao grupo xiita libanês Hezbollah e com o programa nuclear iraniano, que ele disse poder desencadear uma corrida armamentista no Oriente Médio.   Os EUA acusam o Irã de desenvolver armas nucleares e o presidente George W. Bush liderou um esforço para isolar o país internacionalmente. Teerã nega a acusação. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores iraniano sugeriu ainda que o país pode responder de modo apropriado e no momento certo em qualquer mudança da postura americana sobre o regime iraniano. "Temos que ver se essa mudança na orientação será ou não colocada na prática e se trará mudanças fundamentais no comportamento da América em relação ao Irã", disse Hassan Qashqavi em entrevista coletiva. O porta-voz reiterou que Obama não deveria repetir as declarações e informações falsas sobre o Irã, referência sobre as acusações de que o país desenvolve um programa nuclear armamentista.   Segundo a BBC, durante a entrevista ao apresentador George Stephanopoulos, o presidente eleito afirmou que adotaria uma postura mais abrangente em relação ao Irã. "Vamos adotar uma nova postura. E eu especifiquei minha crença de que engajamento é o ponto de partida", disse ele. Obama prometeu "nova ênfase em respeito e na disposição para conversar, mas também clareza sobre onde estão nossos limites". No passado, Obama disse que não devem haver precondições para o diálogo com o Irã. A administração Bush acusa o país de tentar desenvolver tecnologia para produzir armas nucleares, mas Teerã insiste que os processos só seriam usados para gerar eletricidade.   "O Irã será um de nossos maiores desafios e como eu disse durante a campanha, temos uma situação em que não apenas o Irã está exportando terrorismo através do Hamas e do Hizbollah, mas também está tentando obter armas nucleares, o que poderia potencialmente detonar uma corrida armamentista", disse o presidente eleito. "Agora estou montando a equipe para que no dia 20 de janeiro (quando Obama assume a presidência), começando no primeiro dia, a gente tenha as melhores pessoas possíveis que vão ser engajadas imediatamente no processo de paz do Oriente Médio como um todo."

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