Israel confia em acordo com palestinos após eleição de Obama

Shimon Peres acredita que paz pode ser alcançada em 2009; Bush prometia que pacto sairia até o fim deste ano

Agências internacionais,

18 de novembro de 2008 | 15h58

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou nesta terça-feira, 18, que confia que um acordo de paz no Oriente Médio pode ser alcançado após a eleição de Barack Obama na Casa Branca, informa a agência France Presse. "Creio que há uma boa possibilidade de alcançar a paz global no Oriente Médio, uma vez concluídas nossas negociações com o palestinos", afirmou ele ao ser perguntado pela rede BBC sobre a possibilidade de um acordo de paz após a vitória de Obama.   Veja também: Principais desafios de Obama Nomes cotados para o gabinete de Obama Quem são os eleitores de Obama   Trajetória de Obama  Cobertura completa das eleições nos EUA   "Tenho confiança, (pois) estamos no mesmo campo (com Obama). Não vejo nenhuma contradição" em nossas posições, continuou o presidente israelense. "Temos feitos avanços. Ainda não é um feito concreto, mas há uma boa possibilidade de que no próximo ano alcancemos um acordo."   As negociações de paz para a região, lançadas há cerca de um ano em uma conferência realizada em Annapolis (EUA), viram-se prejudicadas desde o início por episódios de violência e por desavenças claras sobre a construção de assentamentos judaicos e o futuro de Jerusalém. O governo Bush havia se comprometido a chegar a um acordo até o fim deste ano, embora agora já admita que isso seria quase impossível.   Apesar da declaração otimista de Peres, o principal nome de Israel nas negociações de paz disse na semana passada que o governo israelense não precisa de nenhuma intervenção "dramática" da parte do presidente eleito dos EUA.   A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, que pode se tornar a primeira-ministra do país depois das eleições gerais de fevereiro, afirmou a líderes judeus em Nova York que a comunidade internacional deveria limitar-se a dar apoio às negociações de acordo com os parâmetros fixados na conferência de paz de Annapolis.   "Não estamos pedindo a intervenção dos senhores. Essa é uma questão bilateral. Não queremos que tentem diminuir nossas diferenças. Não coloquem idéias novas sobre a mesa", afirmou ela. "Sabemos o que estamos fazendo, somos suficientemente responsáveis", completou.   No discurso proferido durante um encontro da Federação-UJA em Nova York, Livni disse que os EUA eram um aliado, mas que Israel "não é um Estado que colocará seus problemas diante do governo americano um dia depois de o novo governo" tomar posse.

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