John McCain ataca democratas por críticas ao Nafta

Virtual candidato republicano ainda defende tratado de livre comércio com Colômbia

Reuters,

11 de março de 2008 | 14h58

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, criticou os rivais democratas nesta terça-feira, 11, pela promessa de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que, segundo os democratas, é responsável pelas perdas de empregos na área de produção nos Estados Unidos.     Veja também: Confira a disputa em cada Estado  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA   Obama espera vitória fácil no MississippiEm um encontro na prefeitura de Saint Louis, no Estado do Missouri, McCain (senador do Arizona) também pediu ao Congresso, de maioria democrata, a aprovação de um tratado de livre comércio com a Colômbia, atualmente bloqueado no Legislativo. "Em questões de comércio, sou pelo livre comércio", disse McCain a empregados da Savvis Internet Company, em um encontro dominado por perguntas sobre a abalada economia norte-americana. McCain, o provável indicado pelo Partido Republicano para disputar as eleições de novembro, passa a semana viajando de Estado a Estado, levantando recursos para sua campanha, antes de uma viagem programada para o Oriente Médio e a Europa na próxima semana. O senador irá a Jerusalém, Londres e Paris como membro de uma delegação do Congresso. Ele disse que falará com os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o Afeganistão e a necessidade de se fazer um melhor trabalho na luta contra o retorno do Taleban ao poder. O candidato republicano disse que irá reafirmar as relações que mantém com líderes locais, mas não irá intervir nos esforços dos EUA para promover a paz entre israelenses e palestinos. "Não acho que seja apropriado, que eu faça isso. Mas certamente irei me atualizar e tomar conhecimento da franca deterioração da situação." Nas semanas recentes, ambos os pré-candidatos democratas, Hillary Clinton e Barack Obama, aumentaram suas críticas ao Nafta, tratado de livre comércio que une a economia dos EUA às do México e Canadá. Eles prometeram tirar os EUA do Nafta se o México e o Canadá não concordarem em renegociá-lo. Críticos culpam o Nafta, a inserção da China na Organização Mundial do Comércio e outros acordos comerciais por muitos dos cerca de 3 milhões de empregos na área de produção industrial que os EUA perderam desde 2000. "Não acredito em isolacionismo e protecionismo", disse McCain."Precisamos parar com estes golpes protecionistas conta o Nafta."

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