Karl Rove lança estratégias contra democratas Hillary e Obama

Ex-conselheiro da Presidência dos EUA traça planos para garantir vitória dos republicanos nas próximas eleições

17 de janeiro de 2008 | 18h24

Karl Rove já foi chamado de "o arquiteto" pelo presidente George W. Bush, quando ainda ocupava o cargo de conselheiro da Presidência dos EUA. Agora, parece estar novamente por trás de grandes estratégias políticas.  Veja também:  McCain esboça plano de estímulo econômico para os EUAComo 'aeromoça', Hillary faz discurso informal à imprensa Cobertura completa das eleições Eleições nos EUA  Rove afirmou a um grupo do partido republicano na quarta-feira, 16, que, enquanto as eleições primárias dos EUA "estiverem longe de acabar", todos os candidatos republicanos têm chances de derrotar os dois principais rivais democratas: Hillary Clinton e Barack Obama. E o ex-conselheiro já desenhou estratégias para alcançar tal objetivo, segundo divulgou o site thehill.com.  Sobre Hillary, Rove disse que a senadora por Nova York fala sobre responsabilidade fiscal enquanto introduz novos gastos no valor de US$ 800 bilhões. Além disso, o ex-conselheiro acredita que a campanha de Hillary já esteja perto do fim. Especificamente, Rove ataca Hillary pelo o que pode ter sido o pior momento de sua campanha no ano passado. Durante debate na Filadélfia, a senadora atrapalhou-se ao responder uma pergunta sobre licença de motorista para imigrantes ilegais. "Nessa campanha, a senadora Hillary tem demonstrado dificuldade em dar respostas diretas", disse Rove. "Eu achei esse momento incrível. Em apenas 15 minutos, ela deu quatro respostas diferentes". Quanto a Obama, Rove disse que os ataques republicanos deveriam focar-se nas habilidades e experiências do pré-candidato democrata. "Ele foi eleito há três anos e gastou praticamente todo esse tempo na sua campanha para presidente", disse Rove. O ex-conselheiro ainda cita pesquisas que mostram que Obama é considerado mais liberal que Hillary, o que, segundo ele, "é algo bem difícil de se fazer".  Na opinião do ex-conselheiro da Presidência dos EUA, o candidato republicano deveria ater-se firmemente aos esforços de guerra e pintar o candidato democrata como derrotista.

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