Lágrimas de Jesse Jackson simbolizam orgulho por Obama

Imagem do emocionado rosto de Jackson durante discurso da vitória em Chicago já deu a volta ao país

Efe,

05 de novembro de 2008 | 09h18

As lágrimas incontidas do líder dos direitos civis Jesse Jackson se transformaram na noite passada no símbolo da emoção e do orgulho dos afro-americanos ao verem Barack Obama eleito presidente do país. A imagem do emocionado rosto de Jackson - que concorreu sem sucesso pela candidatura presidencial democrata em 1984 e em 1988 - durante o discurso da vitória de Obama em Chicago já deu a volta ao país.   Veja também: Em discurso, Obama diz que 'mudança chegou à América' Veja o perfil do novo presidente Imagens do dia de votação nos EUA  Especial: Festa por mudança Trajetória de Obama  TV Estadão: jornalistas analisam a disputa Blog: Brasileiros nos EUA Veja a apuração das eleições Obama x McCain  Cobertura completa das eleições nos EUA   Cenas similares foram repetidas de uma ponta a outra dos Estados Unidos, onde os mais de 30 milhões de afro-americanos acompanharam atônitos à materialização do sonho de Martin Luther King.   "Sonho com que meus quatro filhos vivam um dia em um país no qual não sejam julgados pela cor de sua pele", declarou há 45 anos King em um país muito diferente, no qual a possibilidade de um negro chegar à Casa Branca parecia impossível de se alcançar.   Obama conseguiu o apoio arrasador de 96% dos afro-americanos nas últimas eleições presidenciais, segundo as pesquisas a boca-de-urna, e o fez sem apelar diretamente para o voto racial.   Isto não foi necessário. Afro-americanos como Jimmy Harold, um aposentado de 61 anos do Mississipi que quando jovem não podia sentar-se ao lado de um branco no ônibus nem entrar para almoçar em restaurantes, têm consciência da proeza de Obama.   Harold, como muitos outros, nunca pôde imaginar que veria um negro chegar tão longe, daí que comparecessem em massa às urnas para dar seu apoio a Obama.   "É realmente épico o fato de um afro-americano, que nasceu quando muitos estados ainda proibiam os casamentos inter-raciais, ter se tornado presidente dos EUA", declarou à Agência Efe Fred Greenstein, professor emérito da Universidade de Princeton (Nova Jersey).

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