Laura Bush dá conselhos a possíveis sucessoras

Exceto a Bill Clinton, primeira-dama pede que mulheres usem a oportunidade para problemas sociais

Reuters,

14 de março de 2008 | 10h51

Após sete anos na Casa Branca, a primeira-dama norte-americana, Laura Bush, tem vários conselhos para dar à pessoa que vai sucedê-la no posto. Uma pessoa, no entanto, não deve receber esses conselhos: Bill Clinton.   Veja também: Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Em entrevista à Reuters, a primeira-dama foi questionada sobre que tipo de conselhos daria à próxima primeira-dama - ou "primeiro-homem, como o ex-presidente democrata sugeriu que deveria ser chamado se sua mulher, Hillary Clinton, vencer a eleição presidencial de novembro.   "A uma dessas pessoas eu não daria conselhos", disse ela antes de começar a rir. Quando questionado se essa pessoa seria Clinton, a primeira-dama continuou rindo, mas respondeu à pergunta afirmativamente com um gesto.   Laura Bush então decidiu dar alguns conselhos para os candidatos a sucedê-la e citou Lady Bird Johnson (mulher do ex-presidente Lyndon Johnson), que disse que mesmo que a primeira-dama não seja eleita, ela tem um palanque enquanto seu marido for presidente e deve usá-lo.   "E eu diria 'use-o' - você tem uma oportunidade real", afirmou a primeira-dama, que foi entrevistada no avião que a levava do Haiti para o México. "Nesse momento eu gostaria de tê-lo usado mais. Acho que levou um tempo para que eu entendesse o tamanho da oportunidade que eu tinha para me expressar", acrescentou. A viagem aos dois países tem como objetivo discutir programas de combate à Aids e ao câncer de mama.   "No final você percebe que poderia ter feito mais", disse ela, acrescentando que seu único arrependimento é não ter aproveitado mais sua posição.   Ex-bibliotecária, Laura Bush disse que na primeira vez que chegou à Casa Branca ela se concentrou nos assuntos que conhecia, como a educação. Levou alguns anos para que ela decidisse entrar na cena internacional, com um discurso no rádio em que falou sobre o tratamento que o Taleban dava ao povo do Afeganistão.   "Foi quando eu realmente percebi que poderia ter uma voz nas questões internacionais. Antes eu estava totalmente focada em questões internas", disse. Laura Bush pediu que sua sucessora, ou sucessor, continue a desempenhar um papel no cenário externo. "Estamos em um momento da história em que é importante que os Estados Unidos cheguem a outros países", disse ela.   E quem ela escolheria para ser o próximo ocupante da Casa Branca? "Sim, eu tenho uma preferência. Obviamente, eu tenho uma preferência, presidente McCain. Essa é minha preferência", disse ela, que se recusou a fazer comentários sobre Michelle, a esposa do pré-candidato presidencial democrata Barack Obama que, assim como ela, estava inicialmente reticente em participar da campanha do marido.

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