Legisladores americanos retomam hoje contatos sobre crise

Membros conservadores da legenda se opõem ao uso de dinheiro público no pacote de US$ 700 bilhões

Efe,

26 de setembro de 2008 | 02h13

Os líderes do Congresso dos Estados Unidos suspenderam na noite desta quinta-feira, 25, sua última tentativa de negociação do pacote de resgate para a crise financeira, em meio ao caos gerado pela postura discrepante dos republicanos, e decidiram retomar os contatos nesta sexta-feira, mas sem sinais de um acordo. Veja também:Republicanos criam impasse para aprovação de plano de BushÀs vésperas de debate, McCain não confirma participaçãoHaverá crise séria se pacote não for aprovado, diz BushObama e McCain farão comunicado conjunto sobre criseObama x McCainEntenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA Entenda a crise nos EUA  Na saída da última reunião no Congresso, o líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, lamentou os poucos progressos alcançados até o momento. "Sinceramente, não aconteceu nada nas últimas horas que possa nos ajudar no processo", afirmou. Os congressistas decidiram retomar a negociação na sexta-feira às 11h30 locais (12h30 de Brasília), em uma tentativa de última hora de acertar as posturas sobre o pacote que o governo apresentou para livrar os bancos da dívida que intoxica suas contas, e que representará o desembolso de US$ 700 bilhões. Supostamente, o Congresso entraria na sexta-feira em um recesso até as eleições de 4 de novembro, mas agora irá prolongar seus trabalhos para acordar uma iniciativa pactuada que reduza os efeitos da pior crise financeira no país desde a Grande Depressão de 1929. A proposta do governo conta com a dura oposição de um grupo de republicanos que se nega a autorizar uma intervenção estatal deste calibre, que em sua opinião seria mais próxima a um regime socialista do que a uma economia que abraça o livre mercado, como a americana. A aparição abrupta deste grupo de republicanos truncou todo o otimismo que tinha aparecido na quinta-feira com a assinatura de um princípio de acordo entre um grupo de líderes dos dois partidos, e transformou em fracasso a reunião auspiciada pelo presidente George W. Bush na Casa Branca.

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