Mais de 30 Estados iniciam votação antecipada nos EUA

Com arredacação recorde e ajuda da internet, Obama recolhe mais de US$ 150 milhões só em setembro

Agências internacionais,

20 de outubro de 2008 | 09h16

 Faltando cerca de duas semanas para o dia da eleição presidencial dos Estados Unidos, a votação antecipada tem início nesta segunda-feira, 20, em mais de 30 Estados americanos. Cerca de 30% do eleitorado americano deve aderir a esquemas de votação antecipada ou à distância, que permitem que os cidadãos votem antes do dia oficial de pleito, em 4 de novembro.  Veja também:EUA testam novas tecnologias de votação eletrônicaConfira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA Anteriormente, o voto à distância era reservado para pessoas que estavam impossibilitadas de votar no dia da eleição. Agora, vários Estados adotam algum tipo de votação à distância ou antecipada, seja pessoalmente ou pelo correio. Os resultados do voto antecipado não são divulgados até o dia da eleição.  Os programas de votação antecipada vêm ganhando popularidade nos últimos anos nos Estados Unidos. Vários eleitores preferem votar pelo correio porque temem problemas e longas filas nos locais de votação em novembro. No Estados de Ohio, o processo de votação antecipada e à distância teve início no dia 30 de setembro e gerou polêmica, já que novos eleitores podiam se registrar e votar no mesmo dia. Antes, o registro tinha que ser feito 30 dias antes da votação.  Segundo a BBC, os principais candidatos à Presidência adotaram estratégias diferentes na campanha pelos votos antecipados. O candidato democrata Barack Obama realiza uma campanha agressiva e em grande escala pelo voto antecipado - em comícios, através de e-mails e propaganda em videogames. Já o candidato republicano John McCain estaria realizando uma campanha mais seletiva, tentando conquistar - durante a votação antecipada - o voto daqueles que nem sempre participam das eleições presidenciais. Arrecadação recorde O democrata Barack Obama arrecadou mais de US$ 150 milhões em setembro, quebrando todos os recordes de captação de fundos para campanha e aumentando sua vantagem financeira sobre o republicano John McCain. A quantia obtida pelo candidato no mês passado é mais do que o dobro dos US$ 67,5 milhões - recorde anterior - que ele arrecadou em agosto. Segundo David Plouffe, gerente da campanha do democrata, Obama conseguiu 632 mil novos doadores em setembro, aumentando para 3,1 milhões o número de pessoas que o apóiam financeiramente. Plouffe ainda afirmou que a média de doação durante o mês foi de US$ 86 por pessoa.A surpreendente quantia obtida pelo democrata no mês passado só foi possível porque Obama desistiu do financiamento público para sua campanha, o que o liberou para arrecadar quantias milionárias. A estratégia de arrecadar pela internet também ajudou o democrata a aumentar o número de seus contribuintes. Já McCain - que optou pelo financiamento público - tem um limite de gastos de campanha estipulado em US$ 84 milhões.O senador pelo Estado de Arizona criticou a decisão de Obama, afirmando que o democrata estava "superando qualquer idéia que tínhamos desde Watergate para manter os custos e gastos de campanha sob controle". "A história já nos mostrou para onde ilimitadas quantias de dinheiro nos levam em campanhas políticas: a escândalos", disse McCain. No sábado, o republicano voltou a atacar Obama, comparando o democrata a socialistas europeus. "Pelo menos na Europa, os líderes socialistas que admiram tanto meu oponente são diretos sobre seus objetivos", afirmou o senador em um comício.A quantia coletada por Obama em setembro aumenta para US$ 605 milhões o total arrecadado desde o começo da campanha. Ao colocar esses números em perspectiva com a campanha de 2004 os resultados são mais impressionantes, já que a quantia arrecadada em conjunto pelo democrata John Kerry e pelo republicano George W. Bush foi de US$ 684 milhões antes das convenções dos dois partidos.Nesta segunda, a equipe do democrata deve entregar um relatório para a Comissão Eleitoral Federal detalhando a captação de recursos do candidato. O gerente da campanha de Obama afirmou ontem que o dinheiro arrecadado permitiu que o democrata intensificasse sua presença e influência em territórios antes dominados pelos republicanos. (Com New York Times e BBC Brasil) 

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