Mais perto da maioria, democratas levam 57ª cadeira no Senado

Se vencer três disputas restantes, partido pode ter 60 dos 100 assentos e autonomia sobre republicanos

Reuters,

06 de novembro de 2008 | 09h46

O democrata Jeff Merkley derrotou o senador republicano Gordon Smith em Oregon, segundo projeções divulgadas na quarta-feira, 5, expandido a maioria do partido no novo Congresso que toma posse em janeiro. Se vencerem as três disputas restantes, que devem ser determinadas nesta quinta, os democratas podem chegar, pela primeira vez em três décadas, a 60 dos 100 lugares no Senado, número necessário para evitar que algum senador republicano impeça os procedimentos.   Veja também: Família Obama se adapta à nova vida Especial: Festa por mudança  Veja discurso de Obama no Youtube (Parte 1)  Veja discurso de Obama no Youtube (Parte 2)  Veja o perfil do novo presidente Trajetória de Obama  Guterman: Obama é o resgate do 'espírito americano'  Blog: Brasileiros nos EUA Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia  Veja a apuração das eleições Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Até agora, o Partido Democrata possui 57 assentos. Para chegar aos 60, é preciso vencer a disputa acirrada na Geórgia, a recontagem em Minnesota e uma eleição com poucas chances no Alasca, Estado da governadora e ex-candidata a vice Sarah Palin. "Os democratas teria que virar o jogo, e ainda têm uma pequena chance de fazê-lo", afirmou Jennifer Duffy, que acompanha a disputa pelo Senado pelo grupo não-partidário Cook Political Report.   A líder da maioria democrata na Câmara dos deputados Nancy Pelosi afirmou que independentemente de quantas cadeiras o partido conseguir, todos estarão prontos para trabalhar com Obama, em particular no pacote de estímulo econômico para socorrer a economia. "O crescimento da nossa economia, a educação das nossas crianças, a saúde do nosso povo, o fim da dependência do petróleo estrangeiro e o fim da guerra no Iraque" são prioridades, afirmou.   Por conta de uma onda anti-republicana provocada pela impopularidade o presidente George W. Bush, e o entusiasmo criado sobre o carisma de Obama, os democratas tiveram uma das melhores eleições em mais de uma década. Esta foi a primeira vez desde 1992, quando Bill Clinton foi eleito para seu primeiro mandato, que o partido tem maioria no Congresso e controla a Casa Branca.

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