McCain ainda não mostrou que é diferente de Bush, diz Obama

Em Ohio, democrata lança seu 'argumento final' e reforça ligações entre republicano e presidente dos EUA

Da Redação, com agências internacionais,

27 de outubro de 2008 | 15h31

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, lançou nesta segunda-feira, 27, seu "argumento final" contra o candidato republicano, John McCain. Em Ohio, o senador por Illinois relacionou diretamente seu rival ao presidente George W. Bush. "Nós já tentamos do jeito de Bush, já tentamos do jeito de McCain. Posso aguentar mais uma semana de ataques, mas o país não pode ter mais dessas políticas", atacou Obama, dizendo que "após 21 meses e três debates" McCain ainda não mostrou como pode ser diferente do impopular presidente americano.   Reforçando seu plano para economia, Obama reafirmou seu compromisso de cortar impostos de 95% de todos os americanos e prometeu que o pacote de resgate aos mercados "chegará perto de você". "Não podemos ter mais políticas de favorecimento de bancos e grandes companhias", destacou.   Veja também: McCain: Obama quer 'distribuir' em vez de criar oportunidades Obama lidera em 5 Estados-chave; McCain, em 2 Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Ele disse ainda que enquanto McCain se preocupa que o colapso financeiro pode afetar sua campanha, sua preocupação é com os americanos que perdem suas casas. "É tempo de estarmos mais fortes do que antes da crise", continuou o democrata, pedindo a união de "brancos, negros, católicos, protestantes, gays e heterossexuais."    "Em uma semana, neste momento definitivo na história, vocês podem dar a chance de mudança para esse país", acrescentou Obama. "O senador McCain diz que não podemos gastar os próximos quatro anos esperando pela nossa sorte para mudar, mas vocês entendem que o grande risco seria abraçar as mesmas políticas velhas de Bush e McCain, que falharam para nós nos últimos oito anos."   O democrata continuou seu discurso dizendo que "não importa o que McCain diga, olhe para os fatos". "Não podemos dar uma trégua de um dia, um minuto, um segundo nesta última semana. Não agora", completou, sendo ovacionado por seus apoiadores. "Se você estiver junto comigo e me dar o seu voto, vamos ganhar essas eleições e mudar o mundo", concluiu.   Obama, que aparece nas pesquisas como o mais qualificado para lidar com a crise na economia americana, planejou o discurso após falar para grandes platéias em Colorado no domingo, um Estado que votou por Bush duas vezes, mas que agora as sondagens o indicam como favorito.   Na pesquisa diária do instituto Gallup divulgada nesta segunda, Obama lidera com 52% das intenções de voto entre os eleitores registrados, enquanto McCain aparece com 42%. O instituto avalia que será difícil que o republicano vire o jogo a oito dias das eleições, embora não seja impossível.   Na quarta-feira, o democrata divulgará um anúncio eleitoral de 30 minutos em rede nacional, em uma tentativa de conquistar eleitores independentes, um grupo estimado em 25% do eleitorado que é apontado como um dos favores cruciais para a decisão do pleito de 4 de novembro.   

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