McCain aproveita trégua republicana para ampliar doações

Enquanto democratas disputam nomeação, virtual candidato republicano busca investimentos para campanha

Agências internacionais,

10 de março de 2008 | 12h18

A batalha entre os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama deram ao senador e virtual candidato republicano John McCain uma vantagem valiosa: tempo que ele poderá usar para elevar sua arrecadação de verbas e transformar seu pequeno financiamento em uma grande operação para a campanha presidencial. Veja também:Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  A trégua interna republicana dará a McCain algum tempo para respirar, mas trará ainda mais problemas para sua campanha. McCain chegou a afirmar anteriormente que via nos próximos meses uma oportunidade de "colocar a casa em ordem", e ele planeja aproveitar para cruzar o país divulgando suas propostas politicas. McCain ainda pretende ganhar visibilidade fora do país. Em março, ele espera viajar para a Europa e o Oriente Médio. Porém, sua prioridade é intensificar o foco na arrecadação de fundos, com entre 20 e 30 eventos por mês.  Sua campanha inicialmente quase naufragou por falta de verba, e continua bem atrás das milionárias arrecadações de Hillary e Obama. Em janeiro, McCain somava US$ 55 milhões em doações, quantia bastante inferior aos US$ 138 milhões levantados por Hillary e os US$ 141 milhões de Obama - considerando que a cada mês, os democratas registram recordes de doações.  Sem rivais no partido, McCain conta com os grandes doadores republicanos para alavancar a conta da campanha. Ele ainda espera herdar os apoiadores do presidente George W. Bush, que endossou sua candidatura. Apoiadores acreditam que tornando McCain um alvo menor do jornalismo "te peguei", que destaca gafes e deslizes, ele pode desenvolver a compreensão e atrair a imprensa. Eles acreditam que aproximando o candidato dos jornalistas, como uma chance para que eles conheçam a posição do candidato, pode fazer com que McCain seja menos interpretado fora do seu contexto. (Com The New York Times)

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