McCain chama Obama de terrorista em telefonemas gravados

Mensagens ficam gravadas em secretárias eletrônicas de Estados cruciais na disputa presidencial americana

Agências internacionais,

17 de outubro de 2008 | 15h06

A campanha do candidato democrata, Barack Obama, denunciou que a equipe de seu rival republicano, John McCain, está realizando ligações para eleitores em Estados-chave nos EUA que voltam a relacionar o senador por Illinois com o ex-radical Bill Ayers. "Uma nova mensagem automática paga por McCain-Palin diz aos eleitores que Barack 'trabalhou bem próximo ao terrorista doméstico Bill Ayers', cuja organização 'matou americanos'", afirmou a campanha democrata. Veja também:Mensagem no site da campanha democrataObama e McCain transformam batalha eleitoral em piadasMcCain perde última chance de virar disputa Confira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA No último debate presidencial, McCain declarou que cada vez que um republicano fazia um comentário que não condizia às posições de sua campanha, "não importava aonde", ele "o repudiava".  Em outra mensagem, os republicanos acusam o rival de ter negado assistência médica a recém-nascidos. "O senador Obama e seus aliados democratas se opuseram a uma lei no Congresso de Illinois (a Assembléia Legislativa do Estado) que obrigaria os médicos a darem assistência a bebês que sobrevivessem a tentativas de aborto", diz uma das mensagens.  Outra gravação questiona o patriotismo de Obama, dizendo que ele "coloca Hollywood acima do país". Por fim, havia uma quarta mensagem, que insinuava que "Obama e os democratas não são quem vocês pensam que são".  Algumas dessas mensagens ficaram gravadas em secretárias eletrônicas de eleitores democratas em Missouri, Colorado, Wisconsin, Virgínia, Nevada, Flórida e Carolina do Norte. Indignados, muitos enviaram as gravações para os principais blogs políticos do país, que disponibilizaram as mensagens na internet. Ainda não se sabe ao certo quantos eleitores receberam esse tipo de telefonema. O próprio McCain foi vítima desse tipo de ataque durante as primárias do Partido Republicano, em 2000. Na ocasião, ninguém assumiu a autoria das ligações. Desta vez, no entanto, as mensagens deixam claro que vieram da campanha republicana, que confirmou o fato. Alguns analistas, porém, lembraram que, pelo menos em alguns desses Estados, esse tipo de publicidade é ilegal.

Tudo o que sabemos sobre:
eleições nos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.