McCain confirma participação em 1.º debate contra Obama

Republicano pedia adiamento do evento, que acontece nesta sexta, para discutir plano econômico

Agências internacionais,

26 de setembro de 2008 | 16h51

O comitê de campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, confirmou nesta sexta-feira, 26, que o candidato comparecerá ao primeiro debate com o rival democrata, Barack Obama, que acontece nesta noite, informa a BBC. Na última quarta-feira, McCain havia dito que estava suspendendo sua campanha e sugeriu que o debate fosse adiado por causa da crise econômica nos Estados Unidos.  Veja também:Em anúncio, McCain vence debate que não aconteceu Obama x McCainEntenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA  O candidato republicano chegou a dizer que só compareceria ao embate político se o Congresso aprovasse o plano de resgate econômico de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo americano na semana passada. Mas Obama disse que preferia que o debate fosse realizado e argumentou que o povo americano tem o direito de saber o que o futuro presidente tem a dizer sobre a crise.  O tema "oficial" do debate é a política externa e a segurança nacional, mas a crise financeira domina a campanha nas últimas duas semanas e quase certamente será discutida também.  Segundo a BBC, até a manhã desta sexta-feira, não havia definição se o debate - o primeiro de três previstos na disputa pela Casa Branca - iria realmente acontecer. Em um comunicado, o comitê de campanha disse que o candidato republicano tomou a decisão de comparecer depois de concluir que houve avanços nas negociações para aprovar o pacote.  "Ele acredita que houve progresso significativo rumo a um acordo bipartidário agora que há uma base para que todas as partes sejam representadas nas negociações", diz o comunicado. Depois do debate, o senador deve voltar a Washington para continuar participando das negociações.  O encontro entre os dois candidatos será realizado na cidade de Oxford, no Estado do Mississippi, a partir das 20h, hora local (22h no horário de Brasília). Crise  Ambos os candidatos passaram a noite de quinta para sexta-feira na capital, e pela manhã, antes do reinício das negociações, negociaram com líderes parlamentares. Ambos os candidatos se disseram otimistas com um acordo, mas se acusaram mutuamente de politizar o processo.  "A prioridade de Barack Obama é o exibicionismo político", disse a campanha de McCain em nota sobre as negociações. No avião, Obama disse a jornalistas, ainda antes da confirmação da presença de McCain no debate, que o encontro da Casa Branca não fora "tão produtivo quanto poderia ter sido."  "Minha forte sensação é de que o melhor que posso fazer, ao invés de injetar a política (da eleição) presidencial em negociações delicadas, é ir ao Mississippi para explicar ao povo norte-americano o que está acontecendo."  Alívio A confirmação da presença de McCain foi um alívio para a Comissão Nacional de Debates e para a Universidade do Mississipi, que gastou cerca de 5 milhões de dólares para realizar o evento e receber os cerca de 3.000 jornalistas que irão à cidade de Oxford.  O debate deve ter uma audiência bem superior à dos discursos de McCain e Obama nas suas convenções partidárias, que esteve na casa dos 40 milhões. Esse primeiro confronto pode ser decisivo para um grande grupo de eleitores ainda indecisos, a menos de seis semanas da eleição de 4 de novembro.  As pesquisas mostram que a candidatura de Obama cresceu, especialmente por sua maior credibilidade em questões econômicas, e que agora ele está ligeiramente à frente do republicano.

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