McCain dará prioridade ao livre-comércio com América Latina

'O livre-comércio será a minha primeira medida. Quero ver um hemisfério de acordos', diz candidato republicano

Agência Estado e Associated Press,

06 de junho de 2008 | 21h23

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse nesta sexta-feira, 6, que se for eleito presidente dos EUA tornará o livre-comércio com a América Latina uma das duas prioridades, além de reforçar as fronteiras e combater o narcotráfico. Veja também:McCain diz que quer ver o homem chegar a MartePossíveis candidatos republicanos a vice-presidênciaObama diz estar disposto a enfrentar McCain em debatesObama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  McCain manifestou-se contra uma anistia aos milhões de imigrantes clandestinos que vivem nos EUA - em sua maioria, latino-americanos - se opôs à idéia de conceder carteira de motorista aos imigrantes irregulares e assegurou que as autoridades americanas falharam com sua política de imigração. "O governo federal (dos EUA) fracassou no tema da imigração," sustentou o senador republicano pelo Arizona em sua segunda visita a Miami em duas semanas. "Temos que tornar seguras as nossas fronteiras," disse. Ele insistirá em um programa de amplas reformas da política de imigração, que permitirá vistos de trabalho para trabalhadores estrangeiros temporários. McCain elogiou o "Plano Mérida", um projeto de combate ao narcotráfico e ao crime deslanchado pelos EUA, México e países centro-americanos, e também elogiou o presidente do México, Felipe Calderón. "Admiro o trabalho do presidente Calderón. Precisamos ajudar o México (a combater o narcotráfico) o mais que pudermos," disse McCain. "O livre-comércio (com a América Latina) será a minha primeira medida. Assim melhora também a democracia," disse McCain. "Quero ver um hemisfério (o Ocidental) de acordos de livre-comércio," disse. McCain disse que o Congresso dos EUA falhou em não aprovar o Tratado de Livre-Comércio com a Colômbia em 2008. O acordo não foi votado nos EUA porque enfrentou uma forte oposição dos democratas, que formam a maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.  Os democratas afirmam que o governo da Colômbia precisa investigar e punir os assassinatos de sindicalistas e melhorar as condições de vida dos trabalhadores colombianos.

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