McCain destaca 'liderança' de Sarkozy em questão nuclear do Irã

Em Paris, republicano fala de questões de segurança e de defesa junto com outros 2 senadores americanos

Efe,

21 de março de 2008 | 14h36

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, destacou nesta sexta-feira, 21, a "liderança" do presidente francês, Nicolas Sarkozy, na ação internacional para evitar que o Irã obtenha armas nucleares.   Veja também: Hillary ultrapassa Obama em pesquisa Gallup McCain venceria Obama e Hillary, aponta pesquisa Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "A liderança de Sarkozy é muito importante" na questão nuclear iraniana, disse McCain à imprensa, ao término de um encontro no Palácio do Eliseu com o chefe do Estado francês. O candidato republicano, que foi a Paris em uma viagem destinada a questões de segurança e de defesa junto com outros dois senadores americanos, afirmou que, caso seja eleito presidente, a disputa nuclear iraniana seria um dos "muitos temas" nos quais poderia trabalhar com Sarkozy.   McCain estimou que o presidente francês "esteja comprometido" com o estabelecimento de uma "boa cooperação" com seu país. Sobre isso, referiu-se à ameaça que - segundo ele - representa a suposta pretensão do regime de Teerã de obter a arma atômica.   Perguntado se mudaria a política no Iraque caso chegasse à Presidência, McCain disse que está "orgulhoso" da missão no Iraque e "convencido" de seu êxito, e considerou "enormes" os benefícios da vitória, mas também lembrou as perdas sofridas.   O pré-candidato assegurou também que está "comprometido" com o processo de paz entre israelenses e palestinos e, sobre a crise política no Líbano, referiu-se aos problemas para a estabilidade colocados pelos grupos fundamentalistas islâmicos, que recebem o apoio do Irã.   A viagem internacional de McCain passou por Iraque, Jerusalém e Londres, e teve escala nesta sexta em Paris. Antes de sua reunião de quase uma hora com Sarkozy, foi recebido pelo primeiro-ministro francês, François Fillon.   Sobre os recentes distúrbios no Tibete e a repressão policial, McCain considerou que "não é correto" o tratamento dado pelas autoridades chinesas.   "É preciso respeitar os direitos humanos", afirmou, antes de manifestar sua esperança de que os responsáveis chineses busquem "uma resolução pacífica" para a crise.   Sarkozy e McCain não abordaram a questão de uma possível integração da França na estrutura militar da Otan, mas discutiram os desafio colocados pela mudança climática, e o senador republicano americano reiterou sua postura a favor de "um acordo global que inclua Índia e China".

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