McCain diz que apoiaria proposta de Obama para o Iraque

Em entrevista à CNN, republicano afirma que consideraria retirada em 16 meses se existisse condições para isso

Agências internacionais,

29 de julho de 2008 | 10h43

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, afirmou em entrevista à CNN que pode apoiar o plano do rival democrata, Barack Obama, para o cronograma de 16 meses para a retirada das tropas americanas do Iraque. McCain participou do programa de Larry King na noite de segunda-feira, 28, quando ressaltou que ele apenas endossaria a idéia de Obama se os chefes militares considerarem que as condições em campo são seguras o suficiente para isso.   Veja também: Obama abre 9 pontos sobre McCain Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    O senador pelo Estado de Arizona disse que não estabeleceria uma data fixa como Obama. McCain afirmou que se o prazo do rival de 16 meses se encaixa ou não, ou se a retirada será feita em um mês, o ponto é que são necessárias condições para isso. Segundo ele, o comandante das tropas americanas no país, o general David Petraeus, "tenta superar enquanto entramos nesta fase política".   Perguntado durante o programa se apoiaria a invasão no Iraque novamente, McCain afirmou que os EUA fizeram a coisa certa, pois "o fato é que Saddam Hussein estava aceitando armas de destruição em massa". Quando foi questionado pelo fato de que as armas nunca foram encontradas, McCain afirmou que está foi uma "falha colossal de inteligência dos Estados Unidos"     Era uma vitória fácil, disse McCain, sobre o conflito. "E então nós utilizamos a estratégia errada, o que nos levou ao fracasso e nós estávamos perdendo a guerra quando eu disse que nós precisávamos de uma nova estratégia e mantive esta postura quando muitos críticos políticos disseram que minha carreira estava acabada", disse, citado pela CNN.   "Nós utilizamos a estratégia errada, que nos levou ao fracasso e quando estávamos perdendo a guerra, eu disse que precisávamos de uma nova estratégia e mantive essa postura quando muitos especialistas políticos disseram que minha carreira estava encerrada".   McCain disse ainda que se for eleito, pretende encontrar o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden e fazê-lo pagar na Justiça não importa o que seja preciso.

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