McCain diz que saída norte-americana do Iraque beneficiaria Irã

Virtual nomeado republicano tenta exaltar experiência na segurança nacional durante viagem ao Oriente Médio

Reuters,

18 de março de 2008 | 15h07

O candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse nesta terça-feira, 18, que a ampliação das forças norte-americanas presentes no Iraque vem dando resultado e que uma retirada prematura aumentaria dramaticamente a influência do Irã sobre a região.   Veja também: Obama e Hillary empatam com McCain em pesquisa Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    McCain deu essas declarações na Jordânia, onde se reuniu com o rei Abdullah após visitar o Iraque, país no qual se encontrou com líderes iraquianos e oficiais das Forças Armadas dos EUA como parte de uma missão da Comissão dos Serviços Armados do Senado.   "Se sairmos do Iraque, então a influência iraniana, certamente, aumentará de forma dramática, a Al-Qaeda terá maior influência e representará um perigo muito maior para a região, e os problemas de imagem e de segurança dos EUA aumentarão acentuadamente", afirmou o candidato.   McCain espera que sua viagem ao Oriente Médio lembre os norte-americanos da experiência dele no setor da segurança nacional e sirva como antídoto para as promessas feitas pelos pré-candidatos do Partido Democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton e Barack Obama, de retirar os soldados norte-americanos do Iraque o quanto antes.   A guerra no Iraque é um dos grandes temas da atual disputa presidencial. No momento em que ingressa em seu sexto ano, o conflito custou à economia dos EUA US$ 500 bilhões e viu quase 4 mil soldados norte-americanos e dezenas de milhares de iraquianos serem mortos.   McCain, ex-piloto da Marinha e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, deu apoio à invasão, mas criticou a forma como o conflito vinha sendo administrado até o envio do contingente extra de 30 mil soldados, no ano passado, como parte de uma nova estratégia de combate à insurgência.   "Ficamos muito encorajados com nossa visita ao Iraque. O aumento das tropas está dando resultado e houve uma redução no número de baixas entre os norte-americanos. Nossos esforços, porém, complicam-se pelo envolvimento iraniano no Iraque e pelo fato de os sírios continuarem a permitir a entrada de combatentes estrangeiros no Iraque", acrescentou McCain.   O número de ataques dentro do território iraquiano caiu 60 por cento desde junho passado, quando o envio das forças complementares terminou. Porém, houve desde janeiro um recrudescimento da violência, com um aumento no número de atentados suicidas atribuídos à Al-Qaeda.   McCain, cuja popularidade tem variado segundo o panorama verificado no Iraque (aumentando quando a guerra parece estar indo bem), advertiu que "ainda há um longo caminho a ser percorrido" antes de a Al-Qaeda ser derrotada. "A situação melhorou dramaticamente, mas eu também quero destacar que a Al-Qaeda, apesar de estar em fuga, não foi ainda derrotada", afirmou.

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