McCain e Obama aparecem empatados em pesquisa

Sondagem do LA Times diz que republicano seria o candidato mais experiência para ocupar a Presidência

Efe e Reuters,

27 de fevereiro de 2008 | 13h44

O provável candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, supera em intenções de voto a senadora Hillary Clinton, pré-candidata do Partido Democrata, e está empatado tecnicamente com o rival desta, Barack Obama, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira, 27, pelo jornal Los Angeles Times.   Veja também: Equilíbrio em debate marca derrota de Hillary Ex-amante leiloará fitas de conversas com Clinton Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    A pesquisa, realizada pelo jornal e a agência Bloomberg com 1.246 eleitores, indica que McCain ganharia de Hillary nas eleições de novembro por 46% dos votos, contra 40% da democrata. Se o candidato do Partido Democrata for Obama, o resultado seria de 44% para McCain e 42% para o senador por Illinois. Já que a pesquisa conta com uma margem de erro de 3%, trata-se de um empate técnico nesta segunda situação.   Um dado que deveria ser preocupante para os democratas é que 61% dos entrevistados têm uma opinião "favorável" a respeito de McCain, senador por Arizona, um veterano da Guerra do Vietnã de 72 anos. Ao serem perguntados sobre o candidato que teria experiência adequada para ser presidente, os entrevistados mostraram uma clara preferência por McCain, que conseguiu neste dado uma vantagem de 31 pontos em relação a Obama e de 12 pontos sobre Hillary.   Entre os democratas, a vantagem de Obama foi confirmada na nova pesquisa, que indica que, em nível nacional, o senador por Illinois é o candidato preferido por 48% dos eleitores, frente a 42% que preferem Hillary Clinton, senadora por Nova York.   A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 25, antes do debate na televisão entre Obama e Hillary realizado na terça-feira à noite em Cleveland, no Estado de Ohio, que assim como Texas, Vermont e Rhode Island, realizara primárias democratas na próxima terça-feira.   Debate democrata   Barack Obama e Hillary Clinton intensificaram o tom de suas críticas no crucial debate de terça-feira à noite em Ohio, acusando-se mutuamente de distorcer opiniões a respeito de saúde pública, comércio e outras questões.   Hillary, que precisa vencer na próxima terça-feira as primárias de Ohio e Texas para manter suas chances na disputa presidencial, partiu para o ataque logo no começo do debate na Universidade Estadual de Cleveland. Obama, com 11 vitórias consecutivas nas prévias das últimas semanas, reagiu sempre, marcando o padrão de um debate com confrontos agressivos, mas controlados.   Hillary, que já foi a grande favorita para ser a candidata democrata à Presidência, perdeu a ampla liderança que possuía nas pesquisas de Ohio e Texas, enquanto Obama avançou sobre fatias importantes de seu eleitorado e lidera em número de delegados para a convenção nacional de agosto. Vendo sua campanha ameaçada, Hillary adotou um tom mais agressivo nos últimos dias, questionando a experiência do rival para liderar as Forças Armadas e criticando-o pelo material de campanha sobre os planos de saúde enviado aos eleitores de Ohio.   Analistas consideram que o evento de terça-feira não deve alterar significativamente o cenário eleitoral. O debate foi mais acirrado do que o da semana passada no Texas, mas bem mais civilizado que o embate de janeiro na Carolina do Sul.   Hillary manteve as críticas dos últimos dias a material de campanha enviado por Obama a eleitores de Ohio, que segundo ela distorce suas propostas para a saúde pública. "Deveríamos ter um bom debate que use informação precisa, não informação falsa, enganadora e desacreditada, especialmente a respeito de algo tão importante quanto se vamos ou não obter atendimento médico de qualidade e acessível para todos", disse a senadora.   Obama também apontou que a adversária costuma distorcer seu plano para a saúde pública. A principal diferença é que no plano dele a aquisição de seguro saúde não é compulsória, e alguns críticos dizem que 15 milhões de norte-americanos ficariam sem cobertura. Estima-se que atualmente 47 milhões de pessoas nos EUA (cerca de um sexto da população) não tenham plano de saúde, seja particular ou do governo.   No debate, a ex-primeira-dama atacou Obama por afirmar que ela apoiou a criação do Nafta (tratado comercial dos EUA com Canadá e México), embora ela agora defenda uma renegociação de seus termos. O Nafta é impopular em Ohio por ter contribuído com a perda de empregos industriais no Estado. A aprovação do tratado se deu no governo de Bill Clinton, marido da pré-candidata. "Fui crítica ao Nafta desde o começo. Eu não tive uma posição pública a respeito porque eu era parte do governo. Mas quando comecei a concorrer ao Senado, fui crítica", disse Hillary.   Obama insistiu na acusação e prometeu reformular o tratado. "Acho que é impreciso por parte da senadora Clinton dizer que sempre se opôs ao Nafta. Na sua campanha ao Senado, ela disse que o Nafta, fazendo um balanço, havia sido bom para Nova York e bom para (os Estados Unidos da) América", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.