McCain e Obama encorajam população a servir aos EUA

Os dois candidatos se encontraram em um fórum na Universidade de Colúmbia e apelaram para o patriotismo

Efe,

12 de setembro de 2008 | 01h14

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos defenderam nesta quinta-feira, 11, o maior envolvimento da sociedade na segurança interna e em servir ao país, no sétimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro. Veja também:Obama e McCain visitam juntos marco zero em Nova YorkSecond Life tem homenagem às vítimas de 11 de setembroAl-Qaeda transforma-se em "franquia" ideológicaPara especialista, EUA ainda não superaram medo do 11/9NY faz um minuto de silêncio por mortos no 11 de setembroAl-Qaeda perde foco e apoio no mundo islâmicoVeja a linha do tempo dos ataques terroristas  "A melhor forma de lembrar esta data e mostrar nosso apreço e carinho pelas famílias que se sacrificaram é servir ao país, e assegurar que isso não aconteça outra vez", disse John McCain, candidato republicano, em um fórum sobre serviço público na Universidade de Colúmbia, que também contou com a participação de seu oponente, o democrata Barack Obama.  No evento, Obama defendeu a necessidade de "inspirar" os jovens americanos para que se comprometam em servir ao país, tanto no âmbito militar como no civil. "Os EUA são o melhor país do mundo, mas isto não aconteceu do nada e não é um simples presente. Também envolve uma grande responsabilidade", disse. O republicano afirmou que se fosse presidente no 11 de Setembro, teria aproveitado a união dos americanos para pedir que ficassem mais alertas em seus bairros e ajudassem a proteger as usinas nucleares, entre outras medidas. McCain lembrou também que 84% da população considera que a atual Administração "está na direção errada", e insistiu em que "é preciso reformar o governo" e a forma como "as coisas acontecem em Washington". O democrata apelou para o "espírito de colaboração, patriotismo, voluntariado e a união que invadiu toda a nação há sete anos", por causa dos atentados de 11 de Setembro. Além disso, Obama defendeu um maior esforço do governo para "recriar esse espírito" e conseguir que ele se mantenha não apenas nos momentos difíceis, como os EUA viveram durante os atentados, para, com isso, homenagear os que perderam a vida nos ataques. "Acredito que o país tem fome disso", defendeu Obama, que considerou que o presidente dos EUA, George W. Bush, falhou nesse aspecto. O democrata disse que se fosse presidente em 2001, diria aos americanos que, a partir daquele momento, o país enfrentaria "novos e grandes desafios", que teriam de ser combatidos com o esforço da população para garantir a segurança dos EUA em todos os aspectos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.