McCain e Obama fazem maratona em Estados indecisos

Esté é o último fim de semana de campanha presidencial; McCain tenta reverter liderança de Barack Obama

Reuters,

01 de novembro de 2008 | 18h16

O republicano John McCain e o democrata Barack Obama batalharam neste sábado, 1º, em Estados que votaram nos republicanos em 2004, no último e frenético final de semana de uma longa e extenuante campanha presidencial nos Estados Unidos. McCain esteve na Virgínia incentivando o voto na próxima terça-feira, sendo este um Estado que normalmente vota nos republicanos mas que parece estar se alinhando com Obama.   Veja também: Seria 'extraordinário' se EUA elegessem um negro, diz Lula 'Economist' declara apoio a Obama Obama amplia vantagem e tem 11 pontos sobre McCain Uma piscada que pode custar caro para Obama Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   "Precisamos vencer na Virgínia no dia 4 de novembro, e com a sua ajuda vamos vencer", disse um empolgado McCain, exortando seus apoiadores a "colaborar, bater nas portas." "Com sua ajuda podemos e iremos vencer", disse ele aos partidários. "Estamos dando a volta por cima, e aqui na Virgínia."   Obama, que desfruta de vantagem nas pesquisas nacionais e em muitos Estados-chave onde a eleição será decidida, tentou arrebanhar Nevada, Colorado e Missouri, três Estados que escolheram Bush em 2004.   O próprio Bush não foi visto em nenhum momento na caravana de campanha de McCain. Com uma popularidade abaixo dos 30%, Bush não foi convidado a fazer campanha para o candidato republicano. Obama tem insistido em retratar seu adversário como uma cópia de Bush.   Na terça-feira, os americanos irão votar, na prática, em 51 eleições separadas em cada Estado e no distrito de Columbia. A eleição americana é indireta. Após a soma dos votos dos cidadãos, cada Estado tem um número de votos no Colégio Eleitoral proporcional à população. O candidato que somar 270 votos no Colégio Eleitoral leva a Casa Branca.   Os americanos irão escolher entre Obama, senador de Illinois de 47 anos, que seria o primeiro presidente negro do país, e McCain, senador do Arizona de 77 anos, ex-prisioneiro de guerra no Vietnã que seria o mais velho presidente eleito para um primeiro mandato. Se as atuais pesquisas estiverem corretas e se confirmarem no dia da eleição, Obama será o vencedor, possivelmente com uma larga vantagem.   Sinais de esperança   Mas McCain e seus assessores vêem sinais de esperança em suas próprias pesquisas, assim como em alguns levantamentos junto à opinião pública. Uma pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada neste sábado afirma que a dianteira de Obama sobre McCain caiu levemente para cinco pontos percentuais.   Os assessores de Obama dizem ter armado uma operação de campanha para vencer disputas apertadas contando com centenas de milhares de voluntários. A campanha do democrata arrecadou tanto dinheiro que se permitiu comprar tempo de exibição na TV Do Arizona, estado natal de McCain, porque os assessores perceberam uma oportunidade ali.   McCain vê na Pensilvânia sua melhor chance de ganhar em um Estado tradicionalmente democrático, mesmo com Obama na liderança das pesquisas lá.   Enquanto Obama possui várias combinações de Estados que pode utilizar para obter os 270 votos do colégio eleitoral, o espaço de manobra de McCain é mais estreito. Ele tem percorrido sobretudo estados que Bush levou em 2004, tentando garantir sua vitória ali.   Pesquisas   Pesquisa de intenção de voto do instituto Gallup indica um pequeno crescimento na vantagem do candidato oposicionista Barack Obama em relação ao situacionista John McCain, a apenas três dias da eleição presidencial norte-americana. Levantamento feito entre eleitores prováveis, divulgado neste sábado, traz Obama com 52% das preferências e McCain com 42%. Na pesquisa imediatamente anterior, divulgada na sexta-feira, Obama tinha 51% e McCain 43%.   A pesquisa, que leva em conta as intenções de voto atuais e o comportamento anterior do eleitor, foi feita entre quarta-feira e sexta-feira, com 2.516 entrevistados, e tem margem de erro de 3 pontos porcentuais.   Dick Cheney   O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, pediu hoje o voto para o candidato republicano à Presidência, John McCain, durante um ato eleitoral no Wyoming, estado em que o número dois tem grande força.   Cheney, um político impopular em nível nacional, é ainda o filho predileto do Wyoming, um estado conservador em que os eleitores registrados como republicanos são quase o dobro dos democratas. O vice-presidente defendeu, durante o ato, as conquistas da atual gestão em assuntos como segurança nacional e educação e disse que McCain é a escolha correta para o país em momentos difíceis.   "John é um homem que entende os perigos que os EUA enfrentam", afirmou Cheney, que frisou que o candidato republicano sempre se sentiu cômodo com a responsabilidade desde que se uniu às Forças Armadas quando tinha 17 anos.   Bill Clinton   O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton fez nesta sexta-feira, 1, campanha a favor do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, no estado da Virgínia Ocidental, onde disse que o país precisa de um chefe de Estado com capacidade de liderança.   Clinton conta com a simpatia dos habitantes da Virgínia Ocidental, onde fez campanha durante as eleições primárias a favor de sua esposa, Hillary Clinton, que venceu Obama no estado por uma boa diferença.   "Adoro este estado", disse Clinton durante um comício na região. "Sei que precisam de um novo presidente, uma nova direção", comentou.   O ex-presidente frisou que as pessoas podem se sentir afortunadas porque Obama é a pessoa ideal para solucionar os problemas econômicos no país e restaurar o sonho americano.   "Nosso candidato é melhor (...) se acham que temos que construir uma sociedade baseada na classe média", assinalou o ex-presidente, que disse ainda que "os democratas são a favor dos trabalhadores e os republicanos, dos ricos".   (Com AE-AP e Efe)   Ampliada às 19h46

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