McCain e Obama se preparam para último e decisivo debate

Republicano busca recuperação urgente na noite de quarta; democrata tem chance de consolidar liderança

Efe,

14 de outubro de 2008 | 16h29

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barack Obama, acertam os últimos detalhes para seu debate final, na quarta-feira, 15, no qual o democrata procura consolidar sua vantagem e o republicano busca uma urgente recuperação. A menos de três semanas das eleições, McCain - que está nas pesquisas a cerca de sete pontos percentuais atrás de seu rival democrata - lançou nesta terça um novo programa econômico com o objetivo de alcançar Obama em sua área mais forte.   Veja também: Conheça os pacotes de Obama e McCain para a economia Obama consolida liderança em quatro Estados Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Em discurso nos arredores da Filadélfia, na Pensilvânia, o candidato republicano apresentou um plano de US$ 52,5 bilhões que promete eliminar os impostos aos subsídios por desemprego e diminuir o valor com o qual atualmente são taxados os acréscimos.   Seu rival democrata já apresentou um plano econômico na última segunda no qual propõe não apenas suspender os impostos aos subsídios por desemprego, mas também ampliar estas prestações. As pesquisas indicam que a maior parte dos cidadãos considera Obama o candidato mais qualificado para assumir os problemas econômicos do país, um aspecto que lhe deu vantagem nas intenções de voto, pelo menos por enquanto.   O republicano prometeu aproveitar o debate de quarta-feira, que deve ter uma audiência superior a 60 milhões de pessoas, para começar a se recuperar. Ou, segundo declarou ele mesmo, para "chutar [seu oponente] onde os senhores já sabem."   A tarefa se apresenta para complicada para o republicano. Nos dois primeiros debates os eleitores consideraram Obama o vencedor. Além disso, nesta ocasião, os temas do debate não lhe favorecem. As perguntas se concentrarão em torno da economia e da política interna, assuntos nos quais as pesquisas dão a vantagem para o candidato democrata.   O debate, na Universidade de Hofstra, em Hempstead (Nova York), deve começar às 22h (horário de Brasília) e se prolongará durante uma hora e meia, sendo moderado pelo jornalista Bob Schieffer, da emissora CBS.   Os dois candidatos se sentarão em uma mesa e responderão às perguntas do moderador, ao contrário do debate realizado há uma semana em Nashville, no qual as perguntas partiram do público. O formato daquele debate, descrito na imprensa americana como maçante, foi muito criticado.   As normas estabelecidas pelos dois comitês de campanha não permitiam praticamente as réplicas e na maioria dos casos os dois candidatos presidenciais se limitaram a responder com trechos de seus discursos de campanha. Para evitar isto, Schieffer prometeu que não se refreará no momento de pedir aos dois oponentes esclarecimentos sobre as respostas que tiverem dado, que não fujam do assunto e que respondam o que está sendo perguntado.   Possíveis resultados   Para ambos, as recompensas estão claras. Caso Obama volte a ser considerado o vencedor do debate as possibilidades de que McCain se recupere nas pesquisas diminuem muito, faltando algum tipo de acontecimento imprevisto, e o democrata teria, talvez, o caminho para a Casa Branca garantido.   Caso McCain consiga explicar com clareza e convencer a audiência sobre seu plano econômico é possível que represente o início de uma recuperação.

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