McCain elogia transformações da indústria automotiva no Brasil

Graças aos carros bicombustíveis, País é exemplo nas mudanças do parque automobilístico, diz republicano

Efe,

23 de junho de 2008 | 16h57

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse nesta segunda-feira, 23, que o Brasil é um exemplo de transformação do parque automobilístico, porque, em três anos, fez com que "70% de seus carros novos tivessem flexibilidade no uso de combustíveis (álcool e gasolina)." Veja também:Obama tem ligações com a indústria do etanolObama x McCain Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  McCain propôs nesta segunda um pacote de incentivos econômicos para reduzir a dependência petrolífera dos EUA, entre eles um prêmio de US$ 300 milhões para quem melhorar os motores híbridos atuais. Em discurso em Fresno, na Califórnia, o senador pelo Arizona afirmou que a "segurança energética é o maior desafio nacional" na atualidade e qualificou de "imprudentes" as políticas sobre esta matéria do governo americano, sem acusar diretamente a administração do presidente George W. Bush. McCain afirmou que, se chegar à Casa Branca após as eleições de novembro, destinará US$ 1 por cidadão para premiar o americano que desenvolver uma bateria para veículos que tenha "tamanho, capacidade, custo e potência que supere as usadas nos carros híbridos ou elétricos." "Um preço pequeno a pagar para ajudar a romper nossa dependência do petróleo", destacou McCain. Além disso, o candidato presidencial anunciou uma ajuda econômica sob o nome de Clean Car Challenge para favorecer a saída ao mercado de veículos "ecológicos." "Daremos US$ 5 mil em benefícios fiscais a que comprar um carro que produza zero emissões (de dióxido de carbono). Quanto mais baixa a poluição, mais alto o benefício fiscal", ressaltou. McCain criticou fabricantes de automóveis como BMW, Mercedes e Porsche por empregar os "melhores engenheiros", mas não em favor da eficiência de combustível. "Algumas companhias não se incomodam em cumprir a normativa C.A.F.E. (Corporate Average Fuel Economy, que regula a eficiência no consumo de gasolina). Em vez disso, enviam um cheque ao Governo, que depois passa a vocês (aos cidadãos)", afirmou McCain. O senador pelo Arizona declarou que trazer petróleo do exterior tem "muitas conseqüências, nenhuma delas boa". "O pior de tudo (é que) ao confiar no combustível estrangeiro, enriquecemos maus atores no mundo, alguns deles financiam terroristas", afirmou. McCain usou o termo "estagflação" para definir a situação que vive a economia dos EUA, com estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) e crescimento simultâneo da inflação e do desemprego.

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