McCain encerra suspense e diz que vai a debate com Obama

Republicano estará frente a frente com democrata nesta sexta-feira, 26, na cidade de Oxford, no Mississippi

Redação com AP e Reuters

26 de setembro de 2008 | 12h27

O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, confirmou que vai ao debate desta noite contra seu rival democrata, Barack Obama, em Oxford, na Universidade do Mississippi. O encontro está marcado para as 22h (horário de Brasília) e será transmitido pelo canal de TV público dos EUA, o PBS.   Veja também: Pressionado, Congresso suspende recesso até aprovar pacote Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA    A menos de dez horas antes do evento, a coordenação de campanha do senador pelo Arizona divulgou um comunicado no qual confirmou sua presença no debate.  Na nota, McCain se disse otimista sobre um acordo bipartidário para o pacote. Após o debate, o senador voltará para as discussões sobre a crise financeira no Congresso. Na quarta-feira, o republicano pediu o adiamento do debate ao rival e cancelou a campanha para tratar do pacote contra a crise financeira nos EUA no Congresso. Obama participou das discussões, mas não interrompeu suas atividades e se negou a adiar o debate. Desde o acirramento da crise, com a quebra do banco Lehman Brothers na segunda-feira retrasada, McCain está em um mau momento nas pesquisas e viu a vantagem adquirida com a nomeação de sua vice, Sarah Palin, desaparecer. Agora, Obama lidera a maioria dos levantamentos. O debateO tema principal do debate deve ser política externa e segurança nacional, ainda que a crise financeira também deve ser discutida. Assessores do democrata reconhecem que os dois primeiros assuntos favorecem McCain, senador há 26 anos e ex-prisioneiro de guerra no Vietnã. Pesquisas de opinião mostram que os eleitores reconhecem o domínio de McCain sobre o tema. Já o tema da crise financeira deve favorecer o democrata. Projeções mostram que Obama é visto como o mais indicado para lidar com a crise. A decisão de McCain foi um alívio para os organizadores do debate, que gastaram cerca de US$ 5 milhões para montar o evento. Mais de 3 mil jornalistas são esperados no local.  Mais de 40 milhões de americanos devem assistir ao debate, o primeiro desta corrida presidencial. No começo da semana, McCain disse que espera um confronto duro, devido à conhecida habilidade do democrata para falar em público. "Ele é muito bom. Com sua eloqüência, inspirou um grande número de americanos. Deve ser um confronto duro", afirmou.   Após McCain ameaçar desistir do evento, Obama pressionou pela sua realização. Segundo ele, a decisão do republicano de interromper a campanha e ir para Washington injetou uma dose de política eleitoral nas discussões sobre a crise financeira.O segundo debate presidencial está marcado para o dia 7 de outubro, e um terceiro para o dia 15 do mesmo mês.Os candidatos a vice, Sarah Palin e Joe Biden, duelarão no dia 2. A eleição americana é no dia 4 de novembro.

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