McCain insiste em manter 'pressão' sobre governo cubano

Republicano critica Obama por querer negociar com Raúl Castro; ONU pede fim do embargo contra ilha

Efe,

29 de outubro de 2008 | 20h59

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse nesta quarta-feira, 29, em Miami, que é fundamental manter a "pressão" sobre o governo cubano até conseguir a libertação de todos os presos políticos. "Temos que manter a pressão sobre Cuba até conseguir que os presos políticos sejam libertados" e sejam convocadas eleições livres, disse McCain na emissora de rádio La Kalle 98.3, de Miami.   Veja também: ONU aprova resolução para fim do embargo dos EUA a Cuba Enquete: Você votaria em McCain ou Obama?  Confira os números das pesquisas nos Estados  Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   O senador pelo Arizona assegurou contar para isso com a ajuda dos congressistas cubano-americanos Lincoln e Mario Díaz-Balart e Ileana Ros-Lehtinen. "Confio neles para conseguir a libertação dos presos", afirmou McCain. Após essa condição ser cumprida, os EUA ajudarão Cuba "de qualquer maneira possível", acrescentou.   Enquanto isso, em entrevista à Agência Efe na sede das Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque, reiterou nesta quarta que a libertação de presos políticos "é um tema que não faz parte de qualquer negociação". Nesta quarta, a Assembléia-Geral da ONU voltou a pedir o fim das sanções americanas à ilha.   Na entrevista à rádio La Kalle 98.3, McCain criticou a rejeição frontal de Havana à ajuda oferecida pelos EUA para atenuar a destruição causada pela recente passagem dos furacões Ike e Gustav pela ilha. No Governo cubano, estão "mais interessados em conservar o poder que no benefício do povo", denunciou o candidato republicano.   McCain também criticou seu adversário democrata, Barack Obama, porque, em sua opinião, está disposto a se sentar para dialogar sem condições prévias com o presidente da ilha, Raúl Castro. Após brincar sobre um possível encontro com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, McCain ironizou, ao dizer que "não se sentaria com ele, tête-à-tête, mas que poderiam falar por telefone."   Questionado sobre o que diria a Chávez, destacou que o faria entender que "o povo venezuelano merece algo muito melhor". McCain está de visita à Flórida, considerado um Estado-chave para o candidato republicano nas eleições da próxima terça-feira.   Nesta manhã ele participou de um comício ao oeste de Miami, em um armazém de material de construção, para ir, mais tarde, à cidade de Tampa, em um último esforço para estimular seus eleitores e atrair o voto dos indecisos e independentes.   O candidato republicano afirmou ainda que os planos econômicos expostos por Obama são de caráter socialista. As políticas econômicas do candidato presidencial democrata são "claramente as que encontramos em outros países que poderíamos descrever como socialistas", disse McCain.   Frente a essa fórmula, McCain propôs uma política econômica que fomente a criação de postos de trabalho e melhore a educação dos menores. "É justo tomar o dinheiro das pessoas cujas famílias investiram em economias ou planos de aposentadoria?", perguntou McCain.

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