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McCain nega acusação de que teria ligação com lobista

Senador diz ser apenas amigo de Iseman; assessores fazem uma operação para afastar o casal

Associated Press,

21 de fevereiro de 2008 | 22h26

O senador republicano John McCain afirmou nesta quinta-feira, 21, que uma reportagem do New York Times sugerindo que ele teve uma relação imprópria com uma lobista do campo das telecomunicações "não é verdadeira", e negou ter mantido uma relacionamento amoroso com ela.   Veja também: Denúncia sobre relação com lobista é 'difamação', diz McCain Obama arrecada o triplo que McCain para campanha em janeiro Hillary tenta tirar credibilidade de Obama em debate Guterman: Hillary acabou? Pense de novo Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    "Não é verdade", assegurou o pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos numa entrevista coletiva, tendo a seu lado sua mulher, Cindy. McCain garantiu que é apenas amigo da lobista em questão, identificada como Vicki Iseman.   Segundo o artigo do Times, McCain teve um caso com a lobista durante sua pré-candidatura à Casa Branca, em 2000. A história era conhecida nos bastidores do partido. Na época, os dois apareciam juntos em eventos para arrecadação de fundos de campanha e viajavam juntos em jatinhos de outros lobistas.   De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, que pediram para não serem identificadas, a relação começou a ficar perigosa quando McCain começou a escrever cartas para agências reguladoras em nome dos clientes de Vicki.   Temendo pela carreira política do senador, seus assessores realizaram uma operação de choque para afastar o casal: bloquearam completamente o acesso que ela tinha a McCain e, por várias vezes, tiveram de falar grosso com o próprio senador.   Perseguindo a notícia, o jornal The Washington Post trouxe uma entrevista com um antigo assessor que rompeu com o senador no ano passado, John Weaver, dizendo que se reuniu com Iseman e exigiu que ela se afastasse de McCain. Weaver disse que pediu um encontro com a lobista depois "de uma discussão entre a liderança da campanha".   Mas McCain disse hoje que não tomou conhecimento de tal discussão. "Nunca discuti isso com John Weaver. Pelo que sei, não havia necessidade para isso... Não sei nada sobre isso", disse.   O senador pelo Arizona disse que não vai deixar que a reportagem interfira em sua campanha presidencial. "Vou concentrar minha atenção nessa campanha em grandes questões e nos desafios que enfrenta este país", frisou.   Cindy afirmou que acredita no marido. "Ele é um homem de grande caráter", atestou a senhora McCain.   No final de 1999, McCain escreveu à agência federal de comunicações, FCC, em nome da Paxson Communications - que pagava Iseman pelos serviços de lobista - pedindo para que houvesse uma rápida consideração de uma proposta para a compra da concessão de uma estação de tevê em Pittsburgh.   Na época, o executivo-chefe da Paxson, Lowell W. 'Bud' Paxson, era um grande financiador da campanha de McCain para a nomeação do Partido Republicano, que ele perdeu para George W. Bush.   McCain já praticamente assegurou a nomeação do partido, mas o escândalo pode prejudicá-lo, segundo analistas, na eleição de novembro.

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