McCain promete diplomacia e força militar para chegar à paz

Senador aceitou na noite desta quinta a indicação republicana para a Casa Branca

Agências internacionais,

05 de setembro de 2008 | 00h02

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, senador John McCain, prometeu na noite desta quinta-feira, no discurso de encerramento da convenção de seu partido, que usará os ‘meios diplomáticos, econômicos e militares para estabelecer a paz’. Durante o discurso, ele aceitou a indicação de seu partido, formalizando assim sua candidatura à Casa Branca. Ele disse ainda que está preparado para conduzir seu país ‘de volta para a estrada da prosperidade e da paz’. Vice de McCain se compara a pitbull e ataca Obama Palin critica imprensa: não busco a opinião delesGaleria de fotos da convenção Obama x McCainEntenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA  ‘É um mundo com muitos perigos, mas não tenho medo deles, estou preparado para isso’, disse. ‘Eu sei como trabalhar com líderes que compartilham nossos olhos e como lidar quem não está conosco. Vou estender minha mão a qualquer um que queira ajudar este país’, acrescentou. McCain saudou o presidente George W. Bush ‘por ter liderado o país nos dias escuros que se seguiram aos piores ataques já ocorridos em solo americano, e nos manteve a salvo de um novo ataque, que muitos acreditavam inevitável’. Ele aproveitou também para criticar a atuação do governo russo no conflito com o Cáucaso e prestar solidariedade ao ‘bravo povo da Geórgia’. As posições mais belicistas de McCain valeram uma interrupção de seu discurso, por um grupo de manifestantes do grupo anti-guerra ‘Code Pink’, que foram abafados por delegados gritando ‘USA, USA’. Os manifestantes foram retirados do local. O candidato reagiu com bom humor, dizendo para que a platéia não se perturbasse com a interferência. 'A mudança está a caminho' McCain aproveitou para tecer elogios à sua vice, a governadora do Alasca, Sarah Palin. ‘Ela está  empenhada em questões como a independência energética e a corrupção’, disse. E acrescentou: Deixem-me oferecer um aviso para esse velho pessoal de Washington, dispendioso, preguiçoso, que se coloca em primeiro lugar e o país em segundo: a mudança está a caminho’. A declaração não deixa de ser uma referência a seu adversário, o senador Barack Obama, que tem como mote de campanha a palavra 'mudança'. Durante todo o discurso, McCain reforçou as posições clássicas dos republicanos, que historicamente pregam menos taxas e menos gastos governamentais. Segundo McCain, ‘estes são tempos difíceis para muitos... E tudo que vocês pedem é que o governo fique a seu lado, não no seu caminho. E é justamente o que eu preciso fazer: ficar ao lado de vocês e lutar pelo seu futuro’. ‘Eu entendo para quem eu trabalho. Eu não trabalho para um partido. Eu não trabalho para algum interesse especial. Eu não trabalho para mim mesmo. Eu trabalho para vocês’, disse ainda, levantando a platéia. McCain definiu a si mesmo como um lutador, dizendo que combateu  a corrupção e o desperdício. Ele ainda prometeu ‘o mais ambicioso projeto nacional em décadas’, um plano energético que irá garantir mais energia para os EUA. ‘Nós vamos parar de mandar 700 bilhões de dólares por ano para países que não gostam de nós’, em um dos momentos altos da noite. McCain ainda foi elegante ao dedicar algumas palavras aos partidários de Obama: ‘Há grandes diferenças entre nós, mas vocês têm o meu respeito e minha admiração. A despeito de nossas diferenças, há muito mais nos unindo do que nos dividindo. Nós somos todos companheiros americanos’, disse. Ao final de seu discurso, a esposa de McCain, Cindy, os sete filhos do senador e a vice republicana, Sarah Palin, subiram ao palco para abraçar o candidato republicano.  (Atualizada e ampliada à 1h07)

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