McCain teme 'genocídio e caos' na saída das tropas no Iraque

Candidado Republicano diz que saída prematura dos EUA do Iraque seria vitória para a rede terrorista Al-Qaeda

Efe,

14 de março de 2008 | 14h39

O pré-candidato republicano à Presidência americana, John McCain, declarou que teme que uma retirada prematura das tropas americanas do Iraque leve toda a região ao "genocídio e caos."   Veja também: McCain já deu início a escolha de vice Apoio de Bush pode prejudicar McCain Bush declara apoio à candidatura de McCain  McCain aproveita trégua republicana para ampliar doações Confira a disputa em cada Estado  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA    Em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph, antes de se reunir na próxima semana com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, McCain afirma que uma saída prematura dos EUA do Iraque representaria uma vitória para a rede terrorista Al-Qaeda.   "Um dos debates destas eleições será se os cidadãos americanos querem um candidato que quer sair (do Iraque) tão rápido quanto seja possível. Caso façamos isto, a Al-Qaeda vencerá e nos seguirá até em casa", diz o senador pelo Arizona.   "Meu desejo é que, caso mostremos que há um sucesso no Iraque, nossos aliados europeus virão e ajudarão no grande número de formas que são necessárias para reconstruir este país atingido pela guerra", acrescenta.   O senador, que enfrentará no pleito de novembro Hillary Clinton ou Barack Obama, diz que os EUA e seus aliados perderiam a guerra caso se retirassem do país.   "Manterei esta estratégia, pois prefiro perder uma campanha que uma guerra", acrescenta enquanto expressa seu temor de que uma retirada gradual de tropas britânicas de Basra permita que grupos armados assumam o controle de área nesta província iraquiana.   "Com todo o devido respeito continuo preocupado com a situação em Basra. Há diferentes facções que se apoderaram de certas áreas. Todos sabem disto, não é um segredo, e o general David Petraeus - comandante das tropas americanas no Iraque - também está preocupado", acrescenta.   McCain diz que respeita a decisão tomada pelo Governo e a sociedade britânica e que está "agradecido" pelas coisas que realizaram.   O Reino Unido tem cerca de cinco mil soldados posicionados no Iraque, apesar de seu objetivo ser reduzir o número de militares para a metade a partir deste ano.   "Desejo que trabalhemos juntos em outras áreas, especialmente no Afeganistão", afirmou o republicano, que define Brown como "um líder magnífico."

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