Alan Diaz/AP
Alan Diaz/AP

Prefeito de Miami rejeita imagem de 'cidade santuário' para ilegais

Carlos Giménez está de olho em fundos federais prometidos por Trump a cidades que contribuírem para deportações

O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2017 | 03h51

MIAMI - O prefeito de Miami, Carlos Giménez, ordenou na noite desta quinta-feira, 26, que as autoridades migratórias obedeçam ao presidente Donald Trump e detenham ilegais. A ideia de Giménez é limpar a reputação de "cidade santuário" de imigrantes sem documentos e não colocar em risco o ingresso de fundos federais.

O prefeito do condado de Miami-Dade instruiu as autoridades penitenciárias a "honrar todas as solicitações de detenção de imigrantes recebidas pelo Departamento de Segurança Interna", confirmou à AFP o porta-voz da prefeitura, Michael Hernández.

Giménez, que é filiado ao Partido Republicano, busca assim a simpatia do presidente. Trump ordenou nesta quarta-feira, 25, a criação de fundos federais destinados às cerca de 300 "cidades santuário" do país que contribuírem com a deportação de imigrantes ilegais.

Algumas "cidades santuário", como Nova York, Los Angeles, São Francisco e Chicago, prometeram resistir às ameaças de Trump e seguir protegendo os imigrantes.

A decisão de Giménez foi saudada pelo novo presidente dos Estados Unidos. "O prefeito de Miami-Dade abandonou a política dos santuário. Boa decisão. Forte!", escreveu no Twitter. /AFP

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