Michelle Obama, a 'mãe-em-chefe' da Casa Branca

Primeira-dama pretende fazer com que a presidência do pai não suba à cabeça das filhas, Sasha e Malia

Agências internacionais,

16 de janeiro de 2009 | 11h53

Michelle Obama nunca esteve muito interessada em ser o foco das atenções. Porém, a futura primeira-dama dos EUA sustenta a segurança que o público associa a ela nos dias de hoje depois de acompanhar essa mulher, uma vez ambivalente sobre política e que numa se viu como esposa de um político, gastar dois anos em uma exaustiva campanha para eleger o marido, Barack Obama, o primeiro presidente negro do país.   Veja também:  Cronologia de Barack Obama   Imagens da família Obama    A advogada empresarial é a "mãe-em-chefe" que exige que o marido pare de fumar e que, quando foi convidada para comemorar uma conquista dele no Senado, recusou a proposta afirmando que as formigas estavam invadindo a cozinha e o banheiro e que ele precisava preparar algumas armadilhas para insetos. Obama afirmou que desligou o telefone curioso se os senadores Ted Kennedy e até mesmo o ex-rival, John McCain, alguma vez tiveram que comprar veneno para formigas no caminho de casa. A questão do cigarro ainda não é um sucesso completo, e é fácil imaginá-la dando uma bronca diante de um deslize do presidente com o fumo na Casa Branca, onde é proibido fumar.   É consenso que ela ajudou a campanha presidencial com seu charme com o público. Mas existem outros lados, menos visíveis de Michelle. Suas conexões com pessoas em Chicago levaram Obama a algumas das pessoas que ultimamente desempenharam grandes papéis em sua ascensão política.     Michelle LaVaughn Robinson Obama nasceu em Chicago em 17 de Janeiro de 1964 e cresceu em um bairro proletário, numa época em que o país enfrentava alguns dos anos mais conturbados da luta pela igualdade dos direitos civis. Ela construiu uma carreira promissora, conheceu seu marido e deu a luz a suas duas filhas na cidade. A maior distância que manteve de Chicago foi quando seguiu os passos do irmão mais velho ao estudar como bolsista na universidade de Princeton, Nova Jérsei, na década de 1980. Ela formou-se em sociologia, em seguida graduou-se em direito na universidade de Harvard.  Depois da vitória de seu marido nas eleições para o Senado, em 2004, Michelle se recusou a mudar para Washington, optando por permanecer perto da família e dos amigos, que a ajudaram a lidar com a carreira, as duas filhas pequenas e a casa durante as longas ausências do marido. Seu pai, Fraser, foi um democrata que trabalhou no departamento de serviços hidráulicos da Prefeitura de Chicago, apesar de sofrer de esclerose múltipla. Sua mãe, Marian, permaneceu em casa, cuidando dos filhos em um apartamento de um quarto na parte superior da casa de sua tia. Michelle e o irmão, Craig, dormiam na sala, transformada em um quarto com duas pequenas camas e uma área de estudos, além de assistirem televisão apenas uma hora por dia. Michelle chegou a falar sobre o pai algumas vezes na campanha, descrevendo-o como "seu provedor, seu campeão, seu herói". Ele morreu em 1991.   A combinação da morte de seu pai e seu relacionamento com Obama, que trabalhou em uma organização comunitária em Chicago, fizeram com que ela reavaliasse o que queria de sua vida. A futura primeira-dama passou poucos anos como sócia da firma de advocacia de Chicago. Ela se engajou no serviço público, e candidatou-se a uma vaga de emprego na prefeitura da cidade, onde foi entrevistada por Valerie Jarrett, então vice na chefia do gabinete do prefeito Richard Daley. Antes de aceitar a proposta de emprego, Michelle perguntou se Valerie gostaria de conhecer Obama também - e o convite foi aceito. Michelle aceitou o cargo, e Valerie acabou se tornando uma das amigas mais próximas do casal e uma das conselheiras de Obama. Na nova administração, ela foi indicada como a principal assessora da Casa Branca.   O emprego na prefeitura levou Michelle a outros trabalhos no serviço público, incluindo a primeira diretora executiva da Public Allies, um programa comunitário que treinava jovens para empregos. Seu cargo mais recente foi vice-presidente dos hospitais da Universidade de Chicago, onde recebia um salário maior do que o do marido. Michelle e Obama se casaram em 1992, e tiveram as duas filhas, Malia e Sasha, em 1998 e 2001.   Durante a campanha presidencial, foi definida como "autêntica", "não como uma cabeça de plástico falante", como afirmou um simpatizante democrata. Michelle tem imensa popularidade entre os democratas, entusiasmados com a força e inteligência que ela projeta, apesar de, em fevereiro, ter provocado polêmica por causa de comentários feitos durante a campanha, quando foi acusada pelos rivais de falta de patriotismo ao dizer que estava orgulhosa de seu país pela candidatura do marido. Está claro que ela se preparou para a Casa Branca quando seu discurso é analisado mais de perto. Porém, ele ainda mantém o ar de "realidade" sobre ela.   Michelle afirma que sua prioridade imediata é ajudar suas filhas na adaptação e não deixar a presidência do pai subir à cabeça. Na Casa Branca, ela ainda quer que Malia e Sasha arrumem suas camas e façam suas tarefas. Para ajudar na criação das meninas, a sogra de Obama, Marian, viverá na residência presidencial oficial por um tempo. Michelle inaugurou um novo estilo de primeira-dama. Ela já expressou seu interesse em ajudar as mulheres a preservar o equilíbrio família-trabalho, assim como ela tem feito; trabalhar com as necessidades das famílias de militares; educação e os serviços comunitários.

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