Momento é grave demais para suspender campanha, diz Obama

Democrata defende realização do debate de sexta e afirma que o povo tem direito de ouvir os dois candidatos

Agência Estado e Dow Jones,

25 de setembro de 2008 | 13h32

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou nesta quinta-feira, 25, que considera o atual momento grave demais para que seja suspensa a campanha para a Casa Branca e defendeu a realização do debate marcado para sexta-feira com seu rival republicano, John McCain, informa o Wall Street Journal.   Veja também:  Obama e McCain se reúnem com Bush hoje  Crise financeira faz Obama subir nas pesquisas Obama x McCain Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA  Entenda a crise nos EUA    Em transmissão por satélite para um debate sobre a energia organizado pelo ex-presidente americano Bill Clinton, o senador disse que irá nesta quinta a Washington "oferecer ajuda" à concretização de um acordo bipartidário para a aprovação de um pacote de socorro financeiro no valor de US$ 700 bilhões e depois viajará a Oxford, no Mississippi, para participar do primeiro de três debates com McCain.   Na quarta, o republicano anunciou a suspensão de sua campanha para participar das negociações e sugeriu o adiamento do debate com Obama. Nesta quinta, McCain discursou pessoalmente durante a reunião da Iniciativa Global Clinton e manteve sua posição. "O debate que mais importa está acontecendo no Capitólio dos Estados Unidos", declarou.   Economistas advertem que o Congresso dos EUA precisa aprovar o mais rapidamente possível o pacote proposto pela Casa Branca para evitar que a crise se aprofunde. Obama repetiu a opinião de que o debate deve ocorrer conforme o previsto. "Nossa eleição será realizada em 40 dias, a economia está em crise e o país luta duas guerras no exterior", justificou. "O povo americano merece ouvir diretamente de mim e do senador McCain como pretendemos comandar nosso país."   Ao apresentar McCain à platéia, o ex-presidente americano Bill Clinton buscou dar um tom apolítico à ocasião. Ele creditou aos dois candidatos a divulgação de uma declaração conjunta pedindo cooperação bipartidária pela aprovação do pacote. "Até onde eu sei, não há precedentes de algo assim numa campanha à presidência" dos Estados Unidos, declarou Clinton aos presentes. "Ninguém vai tentar ganhar votos aqui. Vamos fazer a coisa certa", prosseguiu o ex-presidente democrata.   Em seu pronunciamento, Obama defendeu que o plano contemple ajuda aos proprietários de imóveis. Durante a atual crise, o preço dos imóveis nos EUA desabou ao mesmo tempo em que a execução de hipotecas aumentou. "Nós não podemos simplesmente ajudar Wall Street sem ajudar os milhões de proprietários inocentes que estão em dificuldade para manter suas casas", declarou o candidato democrata. "Eles merecem um plano também", concluiu.

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