Caitlin Ochs/The New York Times
Caitlin Ochs/The New York Times

Museu de História Natural de Nova York removerá estátua de ex-presidente por simbologia racista

Estátua de Theodore Roosevelt mostra o presidente sobre um cavalo com uma pessoa negra e um indígena de cada lado dele

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2020 | 02h55

NOVA YORK - O Museu de História Natural de Nova York anunciou neste domingo, 21, que removerá a estátua do ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt da porta da instituição, em meio a uma crescente chamada nacional para descartar monumentos históricos considerados racistas.

O museu disse que fez o pedido ao prefeito de Nova York Bill de Blasio e que ele concordou em meio a protestos nacionais contra racismo e brutalidade policial após a morte de um homem negro, George Floyd, nas mãos de um policial branco em 25 de maio, em Minneapolis.

"Enquanto nos esforçamos para atender à busca apaixonada de justiça racial por nossa instituição, nossa cidade e nosso país, acreditamos que remover a estátua será um símbolo de progresso e nosso compromisso de construir e apoiar uma comunidade inclusiva e igualitária dos museus e uma sociedade mais aberta", disse Ellen Futter, presidente do museu, em comunicado.

Teddy Roosevelt, que foi presidente americano de 1901 a 1909, é considerado um dos primeiros conservacionistas e naturalistas americanos.  Mas sua estátua de bronze, que desde a inauguração do museu em 1940 o apresenta como poderoso, a cavalo, junto com um homem negro e um indígena que o flanqueiam a pé de ambos os lados, simbolizam muitos colonialismos e discriminações raciais.

O prefeito aceitou o pedido para remover a imponente estátua de Theodore Roosevelt da entrada do museu, localizada no Central Park West, em frente ao Central Park, segundo o comunicado. "O museu americano de História Natural pediu para remover a estátua porque apresenta explicitamente negros e indígenas como subjugados e racialmente inferiores. A cidade apóia o pedido do museu", disse de Blasio, citado no texto.

"É a decisão certa e o momento certo para remover esta estátua problemática", acrescentou o prefeito. O bisneto de Roosevelt, Theodore Roosevelt IV, administrador do museu, concorda.

"O mundo não precisa de estátuas, relíquias de outra época, que não refletem os valores da pessoa que eles querem honrar ou os valores de igualdade e justiça", disse ele no mesmo comunicado.

Manifestantes que protestavam contra o racismo nos Estados Unidos atacaram estátuas de várias figuras históricas, incluindo o navegador italiano Cristóvão Colombo retratado por séculos como o "descobridor da América", mas agora considerado por muitos como um dos responsáveis ​​pelo genocídio indígena, em Richmond, Virgínia; em Boston, Massachusetts; e em Miami, Flórida.

Os manifestantes também derrubaram a única estátua de um general confederado, Albert Pike, na capital dos Estados Unidos na noite de sexta-feira, em um ato que o presidente Donald Trump considerou uma "desgraça" para o país. 

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