Na eleição, democratas podem ampliar maioria no Congresso

Crise econômica e apoio a John McCain ameaçam altos candidatos republicanos, abrindo espaço para rivais

Carl Hulse And David M. Herszenhorn, The New York Times

09 de outubro de 2008 | 10h19

A agitação econômica está ameaçando os mais altos candidatos republicanos no Congresso, colocando ao alcance dos políticos democratas mais assentos no Câmara e no Senado a menos de um mês das eleições, segundo afirmaram legisladores e estrategistas de campanha ao jornal americano The New York Times na edição desta quinta-feira, 9.   Veja também: Obama consolida imagem de líder em 2º debate Obama conquista apoio de mulheres e independentes Milhares de eleitores são impedidos de se registrar Obama x McCain  Entenda o processo eleitoral   Cobertura completa das eleições nos EUA   Oficiais de campanha dos dois partidos, pesquisadores de opinião e especialistas independentes disseram que o intenso foco nos rumores da economia nas últimas semanas e na eleição ajudaram a expandir rapidamente a vantagem democrata na disputa pelo Congresso. Analistas prevêem um impulso democrata em uma escalada que parecia improvável há algumas semanas, mesmo com alguns republicanos tradicionais lutando para manter suas carreiras políticas e democratas sonhando com uma maioria blindada.   Os democratas afirma que estão se sentindo confiantes diate das cinco disputas em que pretendem ocupar assentos republicanos no Senado, e acreditam que seus candidatos têm chances em outros sete. No Congresso, partidários afirmam que podem ficar com quase metade dos 26 postos rivais, disponíveis por aposentadorias. "A última semana danificou seriamente a imagem dos candidatos republicanos", afirmou Stuart Rothenberg, analista não-partidário que prevê que os democratas ganharão entre seis e nove lugares no Senado e entre 25 e 30 no Congresso. "Tudo aponta como sinal de alerta para os republicanos".   Os republicanos estão compreensivamente nervosos. "Não há nenhuma questão para a crise econômica, o grande debate estimulado e os resultados mudaram o campo de ação para algo considerado mais desafiante", afirma Tom Cole, líder do Comitê do Congresso Nacional Republicano. O senador John Ensign, de Nevada, líder do Comitê republicano no Senado, afirmou que está encorajando candidatos para "continuar positivo".   Os estrategistas dos dois partidos afirmam que os candidatos do Congresso e do Senado foram atingidos pelo apoio ao senador John McCain na liderança da chapa republicana, frustrando o que viram inicialmente o candidato como um recurso forte que teria apelo aos eleitores independentes e até mesmo com os democratas moderados, protegendo o Partido Republicano de um ano difícil. Mas a volatilidade do mercado e o avanço democrata em socorrer a economia evidentemente voltou os eleitores para o partido, visão apoiada até mesmo por assessores dos candidatos republicanos. "A crise financeira deu condições para Barack Obama e outros democratas, e suas campanhas agora têm o vento a seu favor", afirmou um consultor sob anonimato.

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