Na reta final, candidatos nos EUA investem pesado na TV

Juntos, Obama e Hillary gastam mais de US$ 18 mi; McCain usa imagem de Ronald Reagan em comerciais

Bruno Garcez, Enviado especial da BBC Brasil,

04 de fevereiro de 2008 | 08h39

Os pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos estão fazendo pesados investimentos em anúncios de TV, antes da chamada "Superterça", quando mais de 20 Estados farão primárias simultâneas, nesta terça-feira. Quem mais investiu recursos em anúncios foram os democratas Hillary Clinton e Barack Obama, que até o momento já gastaram, juntos, quase US$ 19 milhões.   Veja também:  Campanhas de Hillary e Obama tentam conquistar 'terreno rival'  Obama se aproxima de Hillary e aposta em voto jovem na Superterça  As eleições americanas   Especial eleições americanas    A cifra é a mais elevada já gasta em anúncios durante uma primária presidencial na história americana. Na Califórnia, a campanha de Hillary tem exibido comerciais a respeito do meio ambiente e da meta de tornar os Estados Unidos auto-suficientes em termos energéticos.   Obama investiu um total de US$ 10,9 milhões em anúncios que estão sendo exibidos nos mais de vinte Estados que irão votar na Super-Terça. Hillary, por sua vez, já gastou US$ 8 milhões em comerciais, desde o dia 17 de janeiro, quando o primeiro de seus anúncios começou a ser exibido na Califórnia. Os comerciais também visam atrair o voto latino. Muitos dos que estão sendo mostrados na Califórnia são falados em espanhol.   Os republicanos também investiram em anúncios televisivos. O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney comprou uma série de horários comerciais em grandes emissoras e até em estações de TV a cabo - raramente usadas em campanhas políticas. O anúncio de Romney destaca a experiência que ele adquiriu como governador de Massachusetts e como administrador das Olimpíadas de Inverno de 2002.   O senador John McCain é visto em seus anúncios ao lado do presidente Ronald Reagan e se define como "um orgulhoso conservador social" - uma resposta do pré-candidato às críticas de que segue políticas mais afeitas aos eleitores independentes e a democratas moderados do que à base do Partido Republicano.

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