Na reta final, Obama e McCain disputam Estados republicanos

Democrata alerta contra excesso de confiança do partido; republicano tenta recuperar terreno perdido

Agências internacionais,

17 de outubro de 2008 | 14h36

Na etapa final da disputa presidencial americana, os senadores John McCain e Barack Obama iniciaram uma ofensiva contra os tradicionais redutos republicanos, sinal desfavorável para McCain a três semanas da eleição. Obama visitou Estados tradicionalmente rivais nesta sexta-feira, 17, para tentar conquistar novos eleitores, e advertiu aos democratas para que não se esqueçam da habilidade do partido de "perder quando o jogo já parece ganho." O senador por Illinois foi para a Virgínia, que desde 1964 não indica um democrata para a Casa Branca. Agora, porém, o Estado ganha maior relevância na disputa, com McCain se esforçando para manter seu apoio nas eleições de 4 de novembro. Mesmo apontado por pesquisas como potencial vencedor das eleições, Obama fez um alerta contra a complacência após um show com a participação dos músicos Bruce Springsteen e Billy Joel para angariar fundos, que foi realizado na noite de quinta. Veja também:'Washington Post' apóia candidatura de Barack ObamaObama e McCain transformam batalha eleitoral em piadasConfira os números das pesquisas nos Estados Obama x McCain Entenda o processo eleitoral  Cobertura completa das eleições nos EUA Se as eleições fossem hoje, Obama sairia vitorioso no Colégio Eleitoral americano, segundo projeções da rede CNN. Obama obteria 277 votos, 7 a mais do que o necessário para ser eleito, enquanto McCain, teria 174 votos. De acordo com os dados da CNN, 87 votos estão indefinidos.  McCain e sua vice, Sarah Palin, seguiram para Estados onde o presidente George W. Bush venceu em 2004 e para aqueles que não elegem um candidato democrata há décadas. Segundo a CNN, nesta sexta-feira, o senador por Arizona deve passar parte do dia na Flórida, Estado considerado indeciso - que historicamente inclina-se tanto para democratas quanto republicanos -, mas que usualmente acaba indicando um republicano. Depois, ele deve seguir para a Carolina do Norte, outro tradicional bastião do Partido Republicano que nas últimas pesquisas tem mostrado inclinação à candidatura de Obama. Já Sarah, que fez campanha na Carolina do Norte na manhã de quinta, vai à Indiana nesta sexta, outro Estado que não elege um democrata desde 1964 e não teve muita atenção dos candidatos à Presidência nesta disputa. Reta final "Quero que todos corram assustados. Nos próximos 18 dias, em vez de se preocupar com sua família ou seu emprego, quero que você tome uma decisão, que esteja ciente de que nada é mais importante do que trazer essa mudança de que precisamos", pediu Obama a seus eleitores. A campanha democrata atacou McCain nesta sexta com uma nova propaganda eleitoral que critica seus planos para elevar os impostos sobre benefícios na área da saúde e reduzir os gastos relacionados à assistência médica para pessoas mais velhas. Para melhorar sua imagem, o republicano visita nesta sexta um abrigo de idosos na Flórida. Em sua propaganda eleitoral de quinta, McCain utilizou imagens do encontro de Joe Wurzelbacher - conhecido como Joe, o encanador - com Obama, e o comentário do rival de que Joe queria "espalhar a riqueza". "Obama não é verdadeiro sobre os impostos", dizia a propaganda, acusando o democrata de esconder seus planos de todos os americanos, incluindo aqueles que possuem pequenos negócios. O personagem Joe, que se tornou uma metáfora para a classe trabalhadora americana, não é registrado como encanador, e há versões segundo as quais ele estaria com seus impostos atrasados. Além disso, o jornal The New York Times revelou que seu verdadeiro nome é Samuel J. Wurzelbacher, e não Joe.

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