Alex Brandon/AP
Alex Brandon/AP

Ex-primeira-dama dos EUA Nancy Reagan morre aos 94 anos

Obama emitiu comunicado afirmando que a americana 'redefiniu o papel de primeira-dama'; causa da morte foi insuficiência cardíaca 

O Estado de S. Paulo

06 de março de 2016 | 15h05

CALIFÓRNIA - A ex-primeira-dama americana Nancy Reagan morreu neste domingo, 6, aos 94 anos, em sua casa de Los Angeles, Califórnia. A causa da morte foi insuficiência cardíaca, informou a porta-voz da Fundação e Biblioteca Presidencial Reagan em Simi Valley, Joanna Drake.

"A ex-atriz Nancy Reagan, que esteve ao lado do marido Ronald Reagan durante a carreira dele em Hollywood, os oito anos na Casa Branca, uma tentativa de assassinato e o mal de Alzheimar, morreu neste domingo aos 94 anos", afirmou a Biblioteca Reagan em nota.

Nascida na cidade de Nova York em 6 de julho de 1921, Nancy se tornou uma das mais influentes primeiras-damas da história dos Estados Unidos durante o mandato do marido, entre 1981 e 1989. Michael Reagan, enteado de Nancy, disse no Twitter que estava entristecido pela morte da madrasta. "Ela está uma vez mais com o homem que amou", acrescentou ele.

Ronald Reagan morreu em 2004 após uma longa luta contra o Alzheimar, uma disfunção progressiva que destrói a memória. Nancy era chamada afetuosamente pelo marido de "Mommy" e o chamava de "Ronnie".  

Como atriz, era conhecida por Nancy Davis e fez carreira em Hollywood durante os anos 1940 e 1950. Seu nome de solteira era Anne Frances Robbins.

Em 1952, se casou com Ronald, na época um famoso ator de cinema. Em uma entrevista concedida em 1998, Nancy garantiu que sua vida "começou" quando conheceu Ronald.

A americana foi primeira-dama na Califórnia durante o mandato de Ronald como governador do Estado, entre 1967 e 1975, antes de se mudar para a Casa Branca após a vitória do republicano sobre o então presidente, o democrata Jimmy Carter em 1980.

Durante a presidência de Reagan, a primeira-dama se dedicou ativamente à luta contra a dependência das drogas e do álcool. Após a morte do marido, Nancy se transformou em uma ativa defensora da pesquisa para a cura do Alzheimar. 

A ex-primeira-dama será enterrada junto a seu marido na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan, anunciou a instituição. 

Precursora. O presidente Barack Obama lamentou a morte de Nancy e afirmou que ela foi a responsável por "redefinir o papel de primeira-dama" no país e se transformou, no final da vida, em "uma voz para as milhões de famílias" afetadas pelo Mal de Alzheimer. Em comunicado, Obama e sua mulher, Michelle, ofereceram suas condolências à família de Reagan.

"Nancy Reagan escreveu uma vez que nada podia te preparar para viver na Casa Branca. Certamente, ela tinha razão. Mas nós tivemos vantagem, porque fomos afortunados de nos beneficiarmos de seu orgulhoso exemplo e seus cálidos e generosos conselhos", afirmou o casal Obama. "Nossa antiga primeira-dama redefiniu esse papel durante seu tempo aqui."

Com a morte do marido, Nancy "adotou um novo papel, como ativista a favor dos tratamentos que têm o potencial e a promessa de melhorar e salvar vidas", acrescentaram Barack e Michelle Obama em referência à defesa feita pela ex-primeira-dama da pesquisa com células-tronco - o que levou a enfrentamentos com o governo de George W. Bush.

"Oferecemos nossas sinceras condolências a seus filhos, Patti, Ron e Michael, e a seus netos. Seguimos agradecidos pela vida de Nancy Reagan, agradecidos por seus conselhos, e rezamos para que seu marido e ela estejam juntos de novo", conclui o comunicado distribuído pela Casa Branca. /AFP, EFE e REUTERS

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